No Brasil, militares são processados por torturar Dilma Rousseff e assassinar seis pessoas durante a ditadura

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
Correspondente Internacional, Zwela Angola


SÃO PAULO/BRASIL (ZWELA ANGOLA) - No Brasil, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ingressou na Justiça com uma Ação Civil Pública contra três militares aposentados das Forças Armadas e um da Polícia Militar, pelo assassinato de seis pessoas e tortura de outras 20, todas presas pelo Exército, entre 1969 e 1970, durante a ditadura militar.

Homero Cesar Machado, Innocencio Fabrício de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima, das Forças Armadas e o capitão João Thomaz, da Polícia Militar de São Paulo foram acusados formalmente pelo MPF-SP de participação na morte e no desaparecimento de, pelo menos, seis pessoas e de torturar 20 presos políticos detidos pela Operação Bandeirante, criada e montada pelo Exército no final da década de 1960, durante o regime militar.
A ação é assinada pelo procurador regional da República Marlon Alberto Weichert e os procuradores Eugênia Augusta Gonzaga, Jefferson Aparecido Dias, Luiz Costa, Adriana da Silva Fernandes e Sergio Gardenghi Suiama

Os seis procuradores federais esperam que os quatro militares sejam considerados responsáveis pelas violações aos direitos humanos, condenados a ressarcir os cofres públicos pelas indenizações pagas pelo Estado às vítimas e parentes e a pagar uma indenização a título de reparação por dano moral à coletividade.

Os procuradores federais querem, também, que a Justiça Federal do Brasil casse as aposentadorias dos quatro militares acusados de assassinatos e torturas, mas, ainda, não sabe informar o valor total das reparações.

Na ação, os procuradores citam 15 episódios que, segundo eles, resultaram na morte de seis pessoas, entre elas Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, apontado como líder do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.

Há ainda citações a casos de tortura contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, presa em 1970, e o religioso Frei Tito, que se suicidou em 1974 em decorrência de sequelas das sessões de tortura, segundo depoimentos de pessoas que conviveram com ele.
O procurador regional da República, Marlon Alberto Weichert, citou o caso de Jonas para exemplificar como os agentes do Estado atuavam para obter confissões. Além de prender um irmão do militante político, os agentes da Operação Bandeirantes detiveram a mulher, Ilda, e três dos quatro filhos de Jonas. Ilda foi torturada e viu uma das crianças, ntão com quatro meses, recebendo choques elétricos.

“Temos relatos de torturas e de violações da dignidade da pessoa humana que mostram que esses quatro agentes não estavam apenas cumprindo ordens, mas sim, que se encaixaram perfeitamente nesse esquema repressivo”, disse o procurador.

Para Marlon Alberto Weichert, os acusados também abusavam da violência por vontade própria e, portanto, não podem argumentar que estavam apenas cumprindo ordens de seus superiores.

“Essa foi a justificativa de vários oficiais e soldados nazistas para as barbaridades praticadas durante a 2ª Guerra Mundial. Ainda que houvesse uma ordem superior para torturar, sequestrar e matar, qualquer pessoa sabia que se tratava de uma atitude contrária ao regime jurídico nacional e internacional”, enfatizou o procurador Weichert.

Desde 2008, esta é a quinta vez que o MPF ingressa na Justiça para obter a responsabilização civil dos envolvidos com violações de direitos humanos durante o regime militar.

Além das demandas contra os acusados, os procuradores também acionam a União e o Estado de São Paulo para que sejam obrigados a pedir desculpas formais pelo episódio e tornar públicas todas as atividades da Operação Bandeirantes, divulgando, inclusive, nomes de todas as pessoas presas legal ou ilegalmente pelo órgão e das pessoas físicas ou jurídicas que contribuíram financeiramente com a operação.

O trabalho do MPF se baseou em depoimentos dados a tribunais militares por diversas vítimas da Oban (compilados no Projeto Brasil Nunca Mais) e informações mantidas em arquivos públicos, além de testemunhos de algumas vítimas. São citados os casos de Frei Tito, que se suicidaria quatro anos depois por sequelas da tortura, e da presidente eleita Dilma Rousseff, presa e torturada em 1970.

Ilda não só foi torturada como obrigada a assistir a aplicação de choques elétricos em sua filha Isabel, então com quatro meses de idade. O episódio foi narrado pela Revista Veja de 21/02/79 e por Frei Betto no livro “Diário de Fernando – Nos Cárceres da Ditadura Militar Brasileira”, publicado ano passado.

O MPF esclarece na ação que a lei de Anistia e o julgamento da ADPF 153 pelo Supremo Tribunal Federal, que reafirmou a validade da lei, não inviabilizam medidas de responsabilização civil como as propostas na nova ação.

Primeiro, porque a lei de Anistia não faz menção a obrigações cíveis decorrentes de atos ilícitos anistiados pela lei. No julgamento, os ministros do STF Carmen Lúcia, Eros Grau, Cezar Peluso, Celso de Mello, além de Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski – que julgaram procedente a ADPF – destacaram a importância de se buscar medidas visando a reparação, o esclarecimento da verdade e outras providências relacionadas ao que se passou no período abrangido pela lei, ainda que a punição criminal esteja vedada.

Os procuradores lembram, ainda, que o caso está sujeito às obrigações internacionais assumidas pelo Estado brasileiro de apuração de graves violações aos direitos humanos. Em especial, a Justiça brasileira deverá seguir o que vier a ser decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que está julgando a ação apresentada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA contra o Brasil no caso Julia Lund – Guerrilha do Araguaia. Estima-se que a CIDH decidirá a matéria ainda neste ano.

Os episódios de tortura e morte narrados, assinalam os autores da ação, configuram crimes contra a humanidade, considerados imprescritíveis, tanto no campo cível, como no penal.

Esta nova ação é mais uma das iniciativas do MPF em relação às violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. Essa atuação teve início em 1999 por meio da tarefa humanitária de buscar e identificar restos mortais de desaparecidos políticos para entrega às respectivas famílias.

O MPF identificou que o processo de consolidação da democracia e reafirmação dos direitos e garantias fundamentais suprimidos pela ditadura requer do Estado brasileiro a implantação de medidas de Justiça Transicional: (a) esclarecimento da verdade; (b) realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores de direitos humanos; (c) reparação dos danos às vítimas; (d) reforma institucional dos serviços de segurança, para que respeitem direitos fundamentais; e (e) promoção da memória, para que as gerações futuras possam conhecer e compreender a gravidade dos fatos. Segundo o MPF, o objetivo dessas medidas é evitar que atos tão desumanos se repitam.

Em 30 de agosto deste ano, o MPF ingressou na justiça com ação para que três policiais civis do Estado de São Paulo acusados de torturas e mortes percam cargo e aposentadorias.
Reconhecidos em imagens de jornais, revistas e televisão, os delegados do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina foram acusados pelo MPF de terem torturado e matado, a serviço do Exército, presos políticos no Doi-Codi.

O MPF pediu o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados que participaram diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 - 1985).

A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa, além da condenação a reparação por danos morais coletivos e restituição das indenizações pagas pela União.

Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no Doi-Codi, foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.

Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos chocantes de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Dops e livros, entre eles “Brasil: Nunca Mais” e “Direito à Memória e à Verdade”.

Pela documentação e depoimentos colhidos pelo MPF, os procuradores relatam na ação que, sob a alcunha de capitão Ubirajara, o delegado Aparecido Laertes Calandra participou da tortura e desaparecimento de Hiroaki Torigoe, da tortura, morte e da falsa versão de que Carlos Nicolau Danielli fora morto em um tiroteio, da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além de participar da montagem da versão fantasiosa de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia.

Reportagens dão conta de que Calandra teria participado também de torturas contra Paulo Vannuchi e Nilmário Miranda, atual e ex-ministros de Direitos Humanos do Governo Federal.

O depoimento de Maria Amélia Telles ao MPF mostra métodos de tortura física e psicológica aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, como o uso de seus filhos visando constranger os depoentes em busca de “confissões”.

Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com cinco e quatro anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los. Ao ver os pais, a filha perguntou: “mãe por que você está roxa e o pai, verde?”.

O atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi da qual participava David dos Santos Araújo, o “capitão Lisboa”, relata que este era o que mais lhe batia.

Como forma de pressão sobre ele, os policiais o levaram para uma área próxima ao Parque do Estado, então deserta, e simularam seu fuzilamento. Depois, o colocaram em uma viatura e foi apresentada a ele a edição do jornal Folha da Tarde em que a manchete anunciava que seu pai fora morto pelas forças repressivas. Ao chegar no Doi-Codi, seu pai ainda estava vivo.

Depois da prisão de Ivan Seixas e de seu pai, sua casa fora saqueada e sua mãe e irmãs testemunharam, com ele, as torturas a que seu pai foi submetido. Uma de suas irmãs relatou ao MPF ter sido abusada sexualmente por Araújo. O pai acabou morrendo naquele dia nas dependências da prisão.

O mais jovem dos três policiais e até hoje no cargo de delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, interior do Estado de São Paulo, Dirceu Gravina, era chamado pelos colegas de JC - uma alusão à Jesus Cristo por, à época, com pouco mais de 20 anos, manter os cabelos compridos e lisos e usar crucifixo - e é lembrado nos relatos por sua violência e sadismo.

Avesso à imprensa, Gravina foi reconhecido em 2008 por Lenira Machado, uma de suas vítimas após aparecer em reportagem sobre investigação que o delegado conduzia acerca de “um suposto vampiro que agia na cidade de Presidente Prudente e mordia o pescoço de adolescentes”.

Presa por três dias no Dops, Lenira teve toda a roupa rasgada por Gravina e outros dois policiais quando foi transferida ao Doi-Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e lenço.

Em seu primeiro interrogatório no Doi-Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina - que estava postado a sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete.

Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira, e, mesmo assim, não suspender a sevícia. A tortura contra Lenira era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão.

Gravina ainda é apontado como o último a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, dizendo a outro preso, após Palhano parar de gritar de dor, que sua equipe tinha acabado de matar o colega, ameaçando-o na sequência.

“Agora vai ser você!” Desde então, nunca mais se teve notícias de Aluízio, desaparecido até hoje. Também foram vítimas de Gravina os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.

Apesar do uso de apelidos (Calandra, por exemplo, não admite ter sido o capitão Ubirajara), os ex-policiais foram reconhecidos, em diversas oportunidades, em entrevistas à imprensa e em depoimentos ao MPF, pelos presos políticos. Ivan Seixas relata também que, durante as torturas, ao se referirem uns aos outros, os policiais se traiam, chamando os colegas pelo prenome.

Algumas vezes, chegavam a se identificar. Em uma ocasião, ao transportar Seixas numa viatura, Araújo voltou-se para ele, mostrou a carteira funcional e disse: “sou o delegado David dos Santos Araújo e não tenho medo de você”.

Por ANTONIO CARLOS LACERDA
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil. Autor do Coluna, "O Mundo sem Fronteiras" no Zwela Angola


Dormindo com o inimigo

Leonardo Palhano Fedato viaja 528 quilômetros de Londrina a São Paulo para esfaquear a mulher, Ticiana Maole, uma modelo de 18 anos que começava a fazer sucesso
Cesar Guerrero
Reprodução
Leonardo e Ticiana: “O rosto dela ficou desfigurado”, diz Nair Andrade, a delegada
Ticiana Maole Ferro Fedato, 18 anos, deixou para trás a cidade de Londrina, no norte do Estado do Paraná, para trabalhar em São Paulo, como outras milhares de jovens que sonham um dia se transformar numa modelo de sucesso como Gisele Bündchen. Ela conseguiu ser contratada por uma agência na capital paulista e, em dois meses, passou a ganhar espaço no competitivo mercado da moda. Assinou alguns contratos, com cachê de até R$ 15 mil, para revistas como Elle, Vip, Nova e Marie Claire e estava prestes a fazer sua primeira viagem internacional. Mas o sonho acabou no domingo 19.
Por volta das 22h30, o interfone do apartamento onde Ticiana estava hospedada, nos Jardins, zona sul São Paulo, tocou. O imóvel é alugado pela agência Next e lá se hospedam também mais três outras modelos. Do outro lado da linha do interfone estava o marido, Leonardo Palhano Fedato, 21. Ticiana desceu para atender o marido na portaria, já que a agência não permite visitas no apartamento. Depois de uma rápida discussão na calçada, a modelo teve o rosto e o pescoço retalhados por golpes consecutivos de faca e ainda levou um pontapé. “Ela perdeu quatro dentes e seu rosto ficou desfigurado”, diz Nair de Castro Andrade, 46 anos, delegada do 78.º Distrito Policial, onde foi registrado o boletim de ocorrência do caso.
Agliberto Lima/AE
“Minha mulher não me traiu, mas se afastou da família”, justifica Felipe
Leonardo foi preso em flagrante. Os próprios moradores que testemunharam a agressão impediram sua fuga. Revoltadas, algumas testemunhas chegaram a agredir Leonardo, que teve uma costela quebrada e o pescoço machucado. Foi salvo pela Polícia Militar, que o levou para a delegacia, onde está preso. “Quando chegou à delegacia, ele estava extremamente calmo”, diz a delegada. “Parecia até um santo.” Ao explicar os motivos de sua fúria, a única preocupação de Leonardo era deixar claro que não fez isso por ciúmes. “Minha mulher não me traiu, mas se afastou da família”, disse aos policiais. Enquanto Leonardo estava na delegacia, Ticiana recebeu tratamento de urgência na Santa Casa de Misericórdia, em Santa Cecília, região central da capital paulista.
O casal se conheceu num culto da Igreja Presbiteriana Central, em Londrina. Depois de um rápido namoro, Ticiana ficou grávida, aos 15 anos, e os dois se casaram. A mãe da modelo, Sílvia Elizabete Maole, disse à polícia que Leonardo sempre foi muito violento. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio e, se for condenado, deve cumprir pena de dois a seis anos de prisão. No Paraná, Leonardo também responde a um inquérito por lesões corporais, depois de ter agredido, em junho, o próprio filho, que hoje tem um ano e dois meses
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Gleba Palhano



Menos de 90 anos depois que o agrimensor Mábio Palhano abriu as primeiras veredas na mata virgem, Londrina viu sua fazenda de 750 alqueires - formada a partir de terras devolutas e comprada a preço simbólico do governo do Estado -, virar um dos pontos mais badalados do Município. Nos últimos 12 anos, morar na Gleba Palhano é símbolo de sucesso e status. E agora, também, torna-se referência como ponto comercial.

A Fazenda Palhano estendia-se de um marco no distrito rural do Espírito Santo – incluindo o patrimônio Aviação Velha,

A área que foi cedida por Mábio Palhano para a construção do primeiro campo de pouso de Londrina – até às margens do hoje Lago Igapó, passando pelas áreas da Universidade Estadual de Londrina e shopping Catuaí. Os seis irmãos Palhano detinham, juntos, 1.200 alqueires de terra. Mábio tinha 350 alqueires e comprou dos irmãos, nos anos 1920, outros 400 alqueires.

Até a década de 1970, a venda de parte das terras da antiga fazenda foi feita de forma irregular. Somente com a aprovação da lei 1.794/1970, o Executivo Municipal pode “aceitar o parcelamento da subdivisão da Fazenda Palhano já efetuada pelo seu proprietário, independentemente de seu enquadramento na legislação vigente”.


Hoje, a Gleba Palhano não existe mais já que, por definição, gleba é uma propriedade individual de área igual ou superior a 10.000 m². O que existe são diversos bairros unidos sob a denominação baseada no imaginário popular. Formalmente, pelo mapa oficial de Londrina – elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) - o bairro Palhano é uma área que começa na Avenida Ayrton Senna e vai até o viaduto da PR-445 (rodovia Celso Garcia Cid). Dentro dessa área, estão bairros como Vila Satler, Jardim Lago de Trento e outros.

Hoje, o local é o novo filão para empreendimentos comerciais. Dois prédios de escritórios, com galeria de lojas anexada, devem ficar prontos este ano. E já estão previstos o lançamento de, pelo menos, mais três empreendimentos do tipo. “Tudo que lançar lá, vende”, resumiu o imobiliarista Raul Fulgêncio. Responsável pela comercialização das salas empresariais de um dos prédios quase prontos, Fulgêncio explica que já foram vendidas 174 das 250 unidades disponíveis, antes mesmo do lançamento. “A demanda está uma loucura. Atendê-la é nosso maior problema”, afirmou. Segundo ele, um único espaço para uma agência bancária está sendo disputado por cinco bancos diferentes. “A maior dificuldade não é vender, é escolher quem vai ocupar aquele espaço”, afirmou.

O mesmo vale para lojas em pequenas galerias. Hoje, já estão disponíveis pelo menos quatro galerias – a maioria já ocupada. Além disso, está sendo construído também o Mercado Palhano, que vai oferecer 90 boxes para locação. E, nos planos dos empreendedores, não vai parar por aí. “O preço dos lotes da Gleba, que estão muito valorizados, inviabiliza que atividades individuais se instalem ali. A solução encontrada foi apostar nas galerias de lojas, que fracionam o preço total e acabam sendo bem mais acessíveis”, explicou o imobiliarista.

A ideia, segundo ele, é levar para a região todos os produtos e serviços que se encontram no restante da cidade. “Essa é uma tendência em qualquer área. Foi o que aconteceu na [avenida] Saul Elkind e na [avenida] Inglaterra. Agora vai acontecer na [avenida] Ayrton Senna”, afirmou. A diferença é que, ali, estará a maior concentração de renda da cidade, no corredor formado pelos bairros Bela Suíça, Gleba Palhano e região dos condomínios horizontais (após o Catuaí Shopping).

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves, o interesse das construtoras pela área deve se manter forte pelos próximos anos. “Há muitas áreas a serem exploradas ainda, naquele local. E, com a conclusão das obras na transposição da PR-445, a parte da Ayrton Senna acima da avenida Madre Leônia [Milito] será o próximo grande filão”, afirmou.

Crescimento foi rápido

O crescimento populacional da Gleba Palhano, desde que foi mudada a lei de zoneamento em 1998, para permitir a construção de edifícios na região, já é um dos maiores de Londrina. Segundo Osmar Alves, presidente do Sinduscon, o ritmo de construção ali está acima da média. “A região partiu do zero e hoje está na faixa [de crescimento] anual de 8% a 9%. A média de Londrina está na faixa dos 6%, que ainda é acima dos índices nacionais”, explicou.

Isso se justifica, segundo ele, por ser uma área nova, com grandes espaços vazios para serem explorados. O centro da cidade não dispõe mais de espaços do tamanho que podem ser encontrados na Gleba Palhano. “Nos últimos 12 anos, o centro não teve mudanças radicais na sua paisagem. Ali, mudou bastante”, apontou. O imobiliarista Raul Fulgêncio disse concordar com o presidente do Sinduscon. Segundo ele, a Gleba oferece hoje todas as condições para construções de alto padrão. “Ali é possível construir prédios com o conforto de uma casa. E é isso que as pessoas estão buscando”, afirmou.

A maior concentração de construções se localiza hoje na área compreendida entre as avenidas João Wylclif, Madre Leônia Milito, PR-445, ruas João Huss e Bento Munhoz da Rocha (marginal do Lago Igapó). Em 12 anos, nessa área, já foram entregues 33 prédios e outros 23 estão em construção. Até o final do ano, as construtoras devem lançar outros 16 empreendimentos. (T.E.)


Principais Vias

  • Av. Aniceto Espiga
  • Av. Ayrton Senna da Silva
  • Av. Madre Leônia Milito
  • Av. Presidente Castelo Branco
  • R. Bento Munhoz da Rocha Neto
  • R. Constantino Pialarissi
  • R. Ernani Lacerda de Athayde
  • R. Martinho Lutero
  • R. Prefeito Faria L

  • Subdivisões
  • Central Park Residence
  • Chácaras Gomes
  • Colina Verde
  • Colina Verde Leste
  • Conjunto Residencial Água Verde
  • Jardim Alto da Colina
  • Jardim do Lago
  • Jardim Tamandaré
  • Jardim Universitário
  • Parque Residencial do Lago
  • Parque Residencial Ilha Bela
  • Parque Residencial Madri
  • Recanto Pitanguá
  • Residencial Satler
  • Terras de Santana II
  • Village I
  • Village I

Quilombola brasileira revela emoção de primeira visita à África

[Texto de Mirella Domenich, publicado na BBC Brasil, 26 nov 2010]

Um grupo de quilombolas – descendentes dos escravos que fugiram de seus donos no Brasil e fundaram refúgios, os quilombos – está pela primeira vez na África para conhecer a terra de seus ancestrais.

A viagem, financiada pela ONG portuguesa Instituto Marques do Valle Flor e pela União Europeia, começou no último dia 17, em Guiné-Bissau, e termina em 2 de dezembro, em Cabo Verde.
A excursão faz parte do projeto “O Percurso dos Quilombos: da África para o Brasil e o Regresso às Origens”. O grupo de viajantes é formado por 21 quilombolas brasileiros – todos do Maranhão – e cinco acompanhantes.
“O calor com o que nos acolheram deu a impressão de que já nos conhecíamos há milhares de anos, que realmente somos da mesma família”, disse a lavradora e quilombola Maria José Palhano, 50 anos, sobre o contato com os africanos.
“Deu um sentimento de pertencimento, que realmente somos da mesma família e que fomos levados daqui”, afirma ela, que é coordenadora da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (Aconeruq), ONG brasileira parceira do projeto.
Deu um sentimento de pertencimento, que realmente somos da mesma família e que fomos levados daqui. Maria José Palhano, quilombola
De acordo com dados do Conselho Ultramarino, o Maranhão recebeu 31.563 escravos entre os anos de 1774 e 1799, quase metade deles vindos de Guiné-Bissau.
Partilha cultural
A pesquisadora e coordenadora do projeto no Brasil, Verônica Gomes, diz que o objetivo da viagem é de “descoberta e de partilha cultural”, promovendo a proteção, valorização e difusão da cultura quilombola.
“A demanda surgiu dos quilombolas brasileiros, que queriam conhecer suas raízes”, afirma. “A memória, a oralidade, a territorialidade são princípios na vida dos quilombolas, e isso estará registrado para sempre.”
Palhano identificou nos rostos, no gosto da comida, na hospitalidade e na “alegria de viver, mesmo em horas difíceis” as similaridades entre africanos e os brasileiros afrodescendentes.
A visita, segundo ela, veio para reforçar esses laços e essa identidade, assim como para mostrar outras influências que ela ainda não havia notado, como no modo de trabalho.
Guineense participa de espetáculo de dança durante visita de brasileiros
“Nós trabalhamos em mutirão e percebemos que isso vem daqui, pois nas roças por onde passamos, a forma de trabalho é a mesma, as pessoas se ajudam umas às outras”, afirma.
A visita a Guiné-Bissau começou por Cacheu, no noroeste do pais. A cidade preserva o forte e o porto de onde saíram escravos com destino ao Maranhão, via Cabo Verde.
Os quilombolas visitaram também diversas tabankas, como são chamadas as comunidades rurais na língua crioula de Guiné-Bissau.
Também foram realizadas apresentações culturais, tanto de etnias guineenses quanto dos quilombolas, ao longo da semana em que os brasileiros estiveram no país.
Música e culinária
Para Álvaro Santos, 50 anos, que dirigiu o espetáculo, o tambor de crioula – dança de origem africana celebrada no Brasil em louvor a São Benedito, padroeiro dos negros no Maranhão – é o traço mais marcante da cultura entre os dois povos.
“Ate hoje, seja em uma comunidade quilombola como em uma tabanka guineense, o som do tambor e usado para reunir as pessoas, para celebrar”, afirma.
Apesar de não ser quilombola, Santos diz ter reafirmado nessa viagem sua identidade de afro-brasileiro. “O jeito, o modo, a cultura, e as manifestações culturais de modo geral estão em todos nós”, diz. “Não precisei nascer no quilombo, mas precisei me aproximar deles para me sentir mais negro”.
Outra identificação entre Cacheu e Maranhão surgiu pela culinária. O cuxá, prato típico maranhense, tem sua origem na Guiné-Bissau. No país africano, ele é conhecido como baguitche – exceto pela etnia mandinga, que usa o mesmo nome que no Brasil.

Do porto de Cacheu, saíram milhares de escravos para o Brasil
“Essa é mais uma prova de que os mandingas estiveram por lá”, diz o diretor-executivo da ONG guineense Ação para o Desenvolvimento (AD), Carlos Schwarz da Silva.
Emoção no porto
Para a “veterana” do grupo de quilombolas, Nielza Nascimento dos Santos, 69 anos, o momento mais emocionante foi chegar ao porto de Cacheu.
“Sempre ouvi falar dos meus antepassados, mas nunca tínhamos tido a oportunidade de chegar ate aqui. Agora vamos poder levar a historia para nossa comunidade, para nosso quilombo”, diz. “Chorei bastante quando começaram a me contar como os escravos eram transportados para o Brasil.”
Depois da visita dos quilombolas, o governo da Guiné-Bissau anunciou que, a partir do próximo ano, irá realizar, coincidentemente com a Semana da Consciência Negra no Brasil, um festival cultural em Cacheu, onde será criado também um memorial da escravatura.
Vários quilombolas relataram o desejo de receber os guineenses no Brasil e de manter contato. “Queremos também ajudá-los, já que a situação aqui é mais difícil do que no Brasil”, afirma Palhano. “Lá, lutamos muito e temos água encanada, energia, escola. Aqui, ainda falta muita coisa.”

Aprovado projeto que homenageia o Dr. Etienne Palhano

Na sessão ordinária desta terça-feira (30) da Câmara da Capital, o vereador Dr. Jamal Salem (PR) prestou uma homenagem ao Dr. Etienne de Albuquerque Palhano, o qual foi agraciado para destinar seu nome ao novo Centro de Referência do Homem, localizado na Rua Meirelles, s/nº, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

Por unanimidade os vereadores da Capital aprovaram em Plenário o projeto de Lei Legislativo nº nº 6.812/10, o qual foi assinado pelos vereadores Dr. Jamal Salem (PR), Dr. Loester Nunes (PDT) e Paulo Siufi (PMDB), para denominar de “Doutor Etienne de Albuquerque Palhano”, o Centro de Referência do Homem.

Médico renomado em Mato Grosso do Sul, Etienne Palhano foi lembrado pelos parlamentares pelo excelente trabalho profissional e humanitário que realizou no Estado, desde antes da divisão do Estado com Mato Grosso.

De acordo com Jamal, Etienne foi incentivador da fundação do IML (Instituto Médico Legal) e foi o médico responsável pelo convênio entre IML e a Universidade Federal do MS em 1982, tornando possível o estudo prático da medicina legal dos acadêmicos da UFMS.

O homenageado também foi pioneiro na implantação da hemodiálise no estado em 1974, por necessidade de uma paciente que se negava a fazer o procedimento em São Paulo.

“Doutor Etienne não abria mão de seus valores e buscava a perfeição em tudo que fazia. Era sensato, justo e tinha uma visão que sempre se adiantou ao seu tempo. Homem religioso, de um coração generoso, atendeu inúmeras pessoas sem cobrar por seu trabalho e estava sempre se dedicando à atividades sociais. Etienne deixa um exemplo de dedicação ao trabalho, de homem honrado, sério e bondoso e um legado de luta em razão das pessoas do antigo sul de Mato Grosso e posterior Mato Grosso do Sul”, disse Jamal.

O presidente da Casa de Leis, vereador Paulo Siufi destacou em Plenário sua admiração pelo homenageado, o qual realizou o parto de sua mãe, trazendo o parlamentar à vida. “O Professor Etienne dedicou sua vida a influenciar e participar do processo de construção de uma sociedade justa e igualitária. Sem dúvida foi um referencial médico, social e familiar para sua época, e merece esta homenagem pelos seus feitos, estendendo-a a sua família e descentes.”

Scholck 22 x Aló FC

Scholck 22 x Aló FC
O primeiro jogo do dia no Campo 1 do Colégio Batista promete ser um dos mais equilibrados. Os dois times somaram três pontos e brigam pela segunda colocação e ambos tiveram resultados semelhantes nas duas rodadas disputadas: vitória sobre o Zebra FC e derrota para o Seqüela com placares semelhantes. O Aló FC deve entrar em campo mais cauteloso em decorrência da derrota de virada para a equipe de Administração, por outro lado eles terão o reforço de seu principal jogador, Getúlio Cardoso, que se contundiu no primeiro jogo. O Scholck vem de ótima vitória sobre o Zebra com seu pelotão de frente apresentando um belo futebol e deve se mostrar mais confiante na classificação.

Candidatos a herói: O Aló ganha muito com a volta de Getúlio, que pode garantir um bom resultado para o alojamento. O Scholck 22 tem um meio de campo veloz e habilidoso, Felipe Palhano e Vinicius Vedovi são os destaques.

Palpite: Vitória do Scholck por 3 a 2. No entanto a equipe de Engenharia Elétrica deve tomar cuidado com seu setor ofensivo caso não queira passar por maus bocados.

Seqüela x Zebra FC
O Seqüela é um dos times já classificados e com 100% de aproveitamento. Marcos Balassiano está voando em campo e briga pela artilharia, a equipe de Administração tem seis gols até agora, cinco marcados por Balassiano. Terminar a primeira com três vitória daria moral para o Seqüela, que teria mais gás na busca pelo título inédito. O Zebra perdeu seus dois jogos, mas apresentou uma clara evolução na partida contra o Scholck e precisa da vitória para ter chances de se classificar na terceira posição.

Candidatos a herói: Pelo lado do Seqüela Marcos Balassiano chama a atenção pelo seu faro de gol, mas Dante Gastaldoni também incomoda bastante a zaga adversária e foi o único jogador a marcar gol pelo time além do camisa 11 nesta edição da Copa Campus - Os Melhores. O destaque da equipe de Informática é Marcelo Justo. Na última partida o camisa 7 fez gol, acertou a trave, obrigou o goleiro a fazer defesas difíceis e parecia incansável. Com certeza Justo vai dar trabalho para os seqüelados.

Palpite: Apesar da necessidade da vitória o Zebra não deve segurar o ímpeto do Seqüela e principalmente de Marcos Balassiano em busca da artilharia. 2 a 1 para os futuros administradores.

Razonete FC x Seu Tião
Esse jogo não deve reservar surpresas. O Razonete está na frente no Grupo 58 com seis pontos e venceu o Nacional, cabeça de chave e favorito à liderança. Com a goleada no CR3 por 6 a 1 o Razonete se tornou a sensação desta edição da Copa Campus, jogando uma bola redondinha e ofensiva. O Seu Tião tem 1 ponto na tabela, fruto do empate na primeira rodada com o CR3, mas no jogo seguinte foi massacrado pelo time de Direito por 14 a 0 e empurrado para a lanterna do grupo.

Candidatos a herói: Apesar de não ter se destacado na última partida Matheus Oliverio é o principal jogador do Razonete. O camisa 11 já marcou quatro gols e essa partida é a oportunidade perfeita para entrar de vez na briga pela liderança. O único destaque do Seu Tião fica por conta de Felipe Joaquim, o camisa 14 foi o único jogador da equipe de Serviço Social que destoou das fracas atuações do resto do time e são dele os únicos gols do Seu Tião na competição.

Palpite: O Razonete vence por 5 a 1, que não terá dificuldades durante os 40 minutos de jogo. Arrisco dizer que o gol do Seu Tião será marcado por Felipe Joaquim, coroando sua participação na 13ª edição da Copa Campus - Os Melhores.

Mangue x LD InvenCivil
Pode não parecer, mas essa partida será uma das melhores da última rodada da primeira fase, por mais que o retrospecto das equipes não diga o mesmo. O InvenCivil é, até agora, um dos melhores times da Copa Campus e, classificado para as oitavas, já é candidato ao título. O Mangue, um dos times mais tradicionais da história da Copa, ainda não marcou um gol sequer e é o último colocado do Grupo 62. Praticamente eliminado, o Mangue terá a chance de mostrar a todos que não está morto e vai partir para cima do time de Engenharia Civil para tentar o milagre da classificação em terceiro lugar. O InvenCivil venceu as duas primeiras partidas com certa tranquilidade devido ao conjunto do time, todos habilidosos e entrosados. Os futuros engenheiros vão em busca da vitória para manter a moral elevada no mata-mata.

Candidatos a herói: Andrej Tommasi. O dono da camisa 8 é regular e sempre dá passes para gol e também deixa o seu no fundo das redes. Raul Menezes também se destaca nas partidas com boa movimentação e gols. O principal jogador do Mangue até agora é Luiz Felipe, o Moscão. O arqueiro do time de Geografia sempre faz belas defesas e evitou uma goleada do Carrinho de Mão Badá na última rodada.

Palpite: A partida vai ser disputada, no entanto o InvenCivil deve vencer, de virada, por 3 a 2.

Nacional x CR3 FC
O panorama desta partida é, no mínimo, curioso. O Nacional é um dos bicampeões da Copa Campus e conta com Carlos Alexandre e Fred Rabello, craques que têm história na Copa, e deram um show na vitória sobre o Seu Tião por 14 a 0. Mas, por causa do tropeço no primeiro jogo frente ao Razonete, o Nacional tem somente três pontos e se for derrotado mais uma vez pode até ficar fora da próxima fase. O CR3 não é, nem de longe, favorito a vitória, mas como pode se classificar na segunda colocação fará deste o jogo de sua vida. Se souber anular o camisa 9 da equipe da Faculdade Nacional de Direito o CR3 pode embolar a classificação do grupo 58.

Candidatos a herói: Carlos Alexandre e Fred Rabello. Os motivos todos já conhecem. Os estudantes de Engenharia Mecânica contam com a habilidade e os gols de Renan Basílio e Diego Passos.

Palpite: 4 a 2 para o Nacional. A experiência e sangue frio dos bicampeões serão fatores decisivos.

FCB X OAB FC
Não há muito o que se esperar desse jogo, pelo menos em termos de chances de classificação . FCB e OAB perderam as duas partidas disputadas e tem saldo de gols negativo muito alto (-7 e -12, respectivamente). Ainda que um dos times vença a partida é difícil de se imaginar que ele consiga se classificar para a próxima fase como um dos terceiros colocados com melhor pontuação. O FCB alegou desconhecer o nível da Copa Campus, entrou desfalcado na estreia e sofreu goleada acachapante do TimECO (7 a 1). Na segunda rodada o time de Engenharia demonstrou uma clara evolução contra o Kkrecão, mas ainda assim saíram derrotados. Agora o FCB terá a oportunidade de mostrar se a evolução foi real e que pode ser um bom time na próxima edição da Copa Campus.

Candidatos a herói: O OAB conta com o goleiro Bernardo Zito como cobrador de pênaltis e faltas do time. O FCB deposita suas esperanças na habilidade de Matheus Pereira e nos gols de Bruno Serrão.

Palpite: 2 a 0 para o FCB.

Chiqueiro Futebol UFRJ x Perereca Roxa
O Perereca precisa de uma vitória de, no mínimo, 15 gols para ter alguma chance de ficar na terceira colocação do Grupo 94 e como anfíbio não se cria junto com os porcos o Chiqueiro é franco favorito a vitória. O time de Educação Física briga pela liderança com Tornassol e GigaOhms, no grupo mais indefinido desta edição da Copa Campus. O time da EEFD é estreante, mas conta com jogadores que foram bem na última Copa atuando pelo Fuleiros FC, além de alguns reforços e tem um bom futuro na Copa. Já o também estreante Perereca Roxa é mais um time de Administração, mas não repete o sucesso de seus colegas de curso Tramóia e Seqüela e tem tudo para ser o pior time da competição.

Candidatos a herói: A equipe do campus da Praia Vermelha deu a camisa 10 para Gabriel Leite que tem sido a referência de futebol do grupo. Pelo lado do Chiqueiro o comandante das ações ofensivas é Felipe Ferreira. Além do goleiro Gonçalo Luiz que sempre se destaca pelas boas atuações.

Palpite: Vitória tranquila do Chiqueiro por 4 a 0.

Guanabara IE x BDG
Duelo de estreantes pela terceira colocação do Grupo 13, apesar de o BDG ter a possibilidade de chegar à segunda colocação. O Guanabara ainda não pontuou nesta Copa Campus e depende muito de Bernardo Martins para jogar bem, se o camisa 10 estiver em um bom dia (e chegar a tempo jogar a partida desde o início) o time de Economia será difícil de ser batido. A equipe da Escola de Comunicação conta com o retorno de Lucas Santos para vencer a partida e, quem sabe, até se classificar como o segundo melhor do grupo. O BDG é muito dedicado em seu setor defensivo, mas precisa de alguns ajustes para não levar gols (levou três em cada jogo até agora).

Candidatos a herói: Bernardo Martins é o nome do Guanabara. Veloz e habilidoso ele pode desequilibrar o certame. Igor Tadeu é a esperança de gols do BDG.

Palpite: Empate por 2 a 2. Resultado que possivelmente elimina as duas equipes, fruto de um jogo muito bom e altamente disputado.


Tramóia x Caloucos
O Caloucos tem quatro pontos conquistados aos trancos e barrancos. Na primeira partida o time de Ciências Contábeis abriu 3 a 0 sobre o BDG, mas sofreu o empate do estudantes de Comunicação Social, que tinham um jogador a menos. Na segunda rodada o Caloucos venceu o Guanabara pelo apertado placar de 3 a 2, mas controlou as ações na maior parte do tempo. Agira eles têm a oportunidade de terminar a fase de grupos na primeira colocação caso derrotem o Tramóia, atual campeão e já classificado. O Tramóia aposta na sua arma de sempre para manter os 100% de aproveitamento: eficiência ofensiva e dedicação na defesa.

Candidatos a herói: Felipe Andriotti é sempre a promessa de gols do time de Administração. Renan Duque também é importante para o time na contenção dos ataques adversários. Vinícius Lima e Filipe Leite foram os principais responsáveis pela última vitória do Caloucos e devem repetir a boa atuação.

Palpite: 1 a 1. O Tramóia deve jogar com a tranquilidade de classificado. Cabe ao time de Ciências Contábeis tentar colocar a bola para o fundo da rede.

Adolescente morre de overdose em motel de Londrina

Uma adolescente morreu, no fim da noite desta sexta-feira (8), depois de uma overdose de cocaína em um motel de Londrina (100 km de Maringá).
A jovem teria sido deixada na porta do Hospital Zona Norte já sem vida. Os dois ocupantes do carro, Wendel Palhano, de 19 anos, e Cléverson Oliveira da Silva, de 24 anos, foram presos em seguida, no Conjunto Vivi Xavier. O porteiro da instituição teria anotado a placa do Logus vermelho, assim que eles deixaram a vítima.
Em depoimento à Polícia Civil, os rapazes disseram que a vítima tinha 13 anos e teria feito um aborto dias antes.
A adolescente estava com outras cinco pessoas em um motel, consumindo bebidas alcóolicas e drogas. Após a jovem passar mal, os rapazes a teriam deixado no hospital, pensando que ainda estava viva.
A Polícia Civil informou que os jovens não possuiam antecedentes criminais. Eles ainda procuram por um outro participante identificado como Giovani.
A jovem foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina para identificação.

Origem do Fusion

A Polícia Militar prendeu nessa segunda-feira, na Vila Boa Vista, em Ponta Grossa, Luiz Fhelipe Palhano, 18, acusado de fazer parte de uma rede de distribuição de entorpecentes em atuação no Município. No carro ocupado por rapaz – um Fusion -, os policiais Marcelo e Machado do 1º BPM localizaram 21 pedras de crack embaladas. Na casa dele foi apreendida pequena quantidade de maconha.
Denúncias feitas ao 190 de que um Fusion encontrava-se parado desde as 7 horas da manhã no pátio de um posto de combustíveis, de maneira suspeita, motivou o deslocamento da equipe ao local. “Nós pensávamos que esse carro poderia ter sido usado num assalto à praça de pedágio ocorrido no começo do feriado. Mas isso não se confirmou. Quando realizávamos buscas encontramos as pedras de crack”, contam.

CUT Ponta Grossa, ajudou trabalhadores a debater propostas e escolher seus candidatos

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou, desde o dia 1° de maio, o debate de temas relacionados às eleições 2010.  De acordo com os diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa, a CUT buscou, através dessas discussões, incentivar os eleitores a exigirem dos seus candidatos um compromisso mais firme com as mudanças capazes de melhorar a vida dos trabalhadores.

As eleições são, dentro dos estados democráticos, um dos grandes acontecimentos que reúnem toda a população de um país. No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas de 18 a 70 anos. E é a maneira que os cidadãos têm para escolher quem irá representá-los no governo, optando por candidatos com propostas que se assemelhem aos seus ideais.

 A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou este ano, no dia 1° de maio, a Plataforma da CUT para as eleições 2010, que foi criada depois de discussões e debates realizados entre os trabalhadores e os líderes sindicais de diversas categorias. Entre essas entidades está o Sindicato dos Metalúrgicos.

A Plataforma buscou colocar em pauta temas nacionais e promover o enfrentamento em torno de questões trabalhistas. Através dessa iniciativa, a CUT espera que vários problemas que não foram solucionados pelo Governo sejam resolvidos e demais assuntos que ainda prejudicam os trabalhadores passem a ser discutidos no Congresso Nacional.

Entre esses assuntos estão a valorização do trabalho, a distribuição de renda e a necessidade de um estado democrático.


Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa, Mauro Pereira, a plataforma surgiu como uma maneira de a classe trabalhadora exigir um compromisso dos candidatos nos temas que dizem respeito aos direitos dos trabalhadores.
“Muitas coisas boas aconteceram para o trabalhador nesses últimos oito anos, mas várias outras precisam melhorar”, afirma.

Mauro (foto) diz ainda que o atual governo proporcionou inúmeras conquistas para os trabalhadores do país, aumentou o número de empregos, mas vetou o fator previdenciário, prejudicando principalmente os trabalhadores das fábricas brasileiras.

O presidente observa que temas como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a ratificação da convenção 158, que impede a demissão sem justificativa, ainda não obtiveram resposta do Congresso.

  
 O diretor sindical Jefferson Palhano considera outras mudanças que estão na plataforma  imprescindíveis para a melhoria do país. “O Brasil precisaria passar por diversas reformas, desde a agrária até a reforma política”, comenta.

Para ele, a falta de debate no Congresso acaba prejudicando a classe trabalhadora, e a plataforma da CUT surgiu para que essas pautas não sejam esquecidas.

Para Jefferson, as mudanças na sociedade partem não dos políticos, mas da pressão da sociedade civil organizada, que, ao exigir seus direitos, faz jus ao seu voto. “As centrais e entidades devem cobrar, independentemente de quem está no governo”, declara.

Ele acredita que através dessas discussões entre as centrais e os trabalhadores foi possível oferecer aos eleitores novos modos de ver seus candidatos, fazendo com que eles exigissem melhorias reais e compromisso firme de quem pretende ser eleito.

Leilão de obras de arte

O talento e a criatividade de mais de dez artistas pernambucanos, alguns de renome nacional, estarão a serviço da democracia e dos novos avanços para o Pernambuco e o Brasil no Vermelharte, grande leilão de artes plásticas que as campanhas de Luciano Siqueira e Luciana Santos (PCdoB), candidatos a deputado estadual e a deputada federal nas eleições de outubro próximo, realizam no dia 29 de setembro (quarta-feira).

Já está confirmada a oferta para compra de obras de artistas plásticos como José Carlos Viana, Maurício Arraes, José de Moura, Plínio Palhano, Roberto Botelho, Chico Dantas, Pedro Dias, Ferreira, Thiago Amorim, Jobson, Tereza Costa Rego, Sérgio Lemos, Humberto Magno, Raul Córdula, Vila Nova e Fernando Augusto, que doaram seus quadros às campanhas dos dois candidatos.

O leilão acontecerá a partir das 19h, no Comitê eleitoral de Luciano e Luciana no Recife, que fica na Avenida Norte, 3625, entre a Praça do Rosarinho e a Estrada Velha de Água Fria, no sentido centro-subúrbio.

O Lu-Lu Bar, que funciona no comitê, estará aberto com cardápio de petiscos a cargo do chef Jeff Colas. Será cobrada taxa de consumação no serviço do bar.
 

Gazeta do Povo - Prêmio Bom Gourmet

 




O Lênin vencedor do Chef Revelação - Jovem Talento não lembra em nada o homônimo comunista. Do lema do revolucionário russo – paz, terra, pão, liberdade e trabalho o jovem paranaense se ocupa, principalmente, com o trabalho e o pão.
Com pouco tempo de carreira, Lênin, de 24 anos, já é subchef de cozinha no restaurante Terra Madre, mas não esquece o passado recente. Há três anos e meio, saiu de Londrina rumo a Curitiba para estudar gastronomia. Deixou a família e o curso superior de Turismo e transferiu-se para Gastronomia na Faculdade Opet, onde acaba de se formar. Acostumado com a infância em cidades tranquilas, o rapaz não se intimidou com a metrópole e logo buscou seu espaço. O primeiro emprego foi no fast-food Spoleto. Depois de rápida passagem pelo Dop Cucina, há três anos Lênin chegou ao Terra Madre. Trabalha ao lado do renomado chef Ivan Lopes, que ele declara ser uma grande referência. Lênin começou como garde manger (preparando saladas e canapés), mas queria ir adiante. Depois de passar por carnes e peixes, o londrinense se tornou subchef, e é responsável também pela compra de ingredientes – sem abandonar o fogão. 
Quando consegue unir a vida social e trabalho, Palhano se diverte. Relembra de quando criou o cardápio para o bar de amigos, em Santa Mariana, pequena cidade do interior.
Em meio à agitação na cozinha, Lênin Palhano se destacou pela concentração.
Ele trabalhou silenciosamente durante as duas horas permitidas, enquanto preparava o prato que mais agradou aos jurados: carré de leitão grelhado com penne ao molho de cenoura e ervas. Como decoração, acrescentou echalote (bulbo parecido com cebola) cozida em especiarias e alho confit. O carré foi grelhado minutos antes de ser servido – o que, na opinião da jurada Nádia Schiavinatto, foi uma decisão acertada. “Ele administrou bem o tempo e acertou a técnica. Enquanto todos estavam preparando a carne, a dele estava sendo marinada. O carré ficou macio e saboroso, como deve ser”, avaliou. Para o chef Laurent Suaudeau, Lênin executou bem a cocção. “O sabor bem definido conclui um trabalho simples e objetivo. Sua organização também foi essencial”, avaliou.



Justiça para Aluísio Palhano

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou nesta segunda-feira, em São Paulo, com ação civil pública pedindo o afastamento imediato, a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista que teriam participado diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 - 1985).
A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa. O MPF pede, também, a reparação por danos morais coletivos e a restituição das indenizações pagas pela União. Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.
Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e livros, entre eles Brasil: Nunca Mais e Direito à Memória e à Verdade.
Pela documentação e depoimentos colhidos pelo MPF, os procuradores relatam na ação que, sob a alcunha de capitão Ubirajara, o delegado Aparecido Laertes Calandra participou da tortura e desaparecimento de Hiroaki Torigoe, da tortura, morte e da falsa versão de que Carlos Nicolau Danielli fora morto em um tiroteio, da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além de participar da montagem da versão de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia. Reportagens dão conta de que Calandra teria participado também de torturas contra Paulo Vannuchi e Nilmário Miranda.
O depoimento de Maria Amélia Telles ao MPF mostra métodos de tortura física e psicológica aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, como o uso de seus filhos visando constranger os depoentes em busca de "confissões". Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com 5 e 4 anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los. Ao ver os pais, a filha perguntou: "mãe por que você está roxa e o pai, verde?".
O atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi da qual participava David dos Santos Araújo, o "capitão Lisboa", relata que este era o que mais lhe batia. Como forma de pressão sobre ele, os policiais o levaram para uma área próxima ao Parque do Estado, então deserta, e simularam seu fuzilamento. Depois, o colocaram em uma viatura e foi apresentada a ele a edição da Folha da Tarde em que a manchete anunciava que seu pai fora morto pelas forças repressivas. Ao chegar no Doi, seu pai ainda estava vivo.
Depois da prisão de Ivan Seixas e de seu pai, sua casa fora saqueada e sua mãe e irmãs testemunharam, com ele, as torturas a que seu pai foi submetido. Uma de suas irmãs relatou ao MPF ter sido abusada sexualmente por Araújo. O pai acabou morrendo naquele dia nas dependências da prisão.
O mais jovem dos três policiais e até hoje no cargo de delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, Dirceu Gravina era chamado pelos colegas de JC - uma alusão a Jesus Cristo por, à época, com pouco mais de 20 anos, manter os cabelos compridos e lisos e usar crucifixo - e é lembrado nos relatos por sua violência e sadismo.
Avesso à imprensa, Gravina foi reconhecido em 2008 por Lenira Machado, uma de suas vítimas, após aparecer em reportagem sobre investigação que o delegado conduzia acerca de "um suposto vampiro que agia na cidade de Presidente Prudente e mordia o pescoço de adolescentes". Presa por três dias no DOPs, Lenira teve toda a roupa rasgada por Gravina e outros dois policiais quando foi transferida ao Doi-Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e lenço.
Em seu primeiro interrogatório no Doi-Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina - que estava parado na sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete.
Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura, a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira, e, mesmo assim, não suspender a prática. A tortura contra ela era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão.
 
Gravina ainda é apontado como o último a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, dizendo a outro preso, após Palhano parar de gritar de dor, que sua equipe tinha acabado de matar o colega, ameaçando-o na sequência. "Agora vai ser você!" Desde então, nunca mais se teve notícias de Aluízio, desaparecido até hoje. 
Também foram vítimas de Gravina os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.
Reconhecimento
Apesar do uso de apelidos (Calandra, por exemplo, não admite ter sido o capitão Ubirajara), os ex-policiais foram reconhecidos, em diversas oportunidades, em entrevistas à imprensa e em depoimentos ao MPF, pelos presos políticos. Ivan Seixas relata também que, durante as torturas, ao se referirem uns aos outros, os policiais se traiam, chamando os colegas pelo prenome.
Algumas vezes, chegavam a se identificar. Em uma ocasião, ao transportar Seixas numa viatura, Araújo voltou-se para ele, mostrou a carteira funcional e disse: "sou o delegado David dos Santos Araújo e não tenho medo de você".
Esta nova ação é mais uma das iniciativas do Ministério Público Federal em relação às violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. Essa atuação teve início em 1999 por meio da tarefa humanitária de buscar e identificar restos mortais de desaparecidos políticos para entrega às respectivas famílias.
Com o desenvolvimento das investigações, o MPF identificou que o processo de consolidação da democracia e reafirmação dos direitos e garantias fundamentais suprimidos pela ditadura requer do Estado brasileiro a implantação de medidas de Justiça Transicional: esclarecimento da verdade; realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores de direitos humanos; reparação dos danos às vítimas; reforma institucional dos serviços de segurança, para que respeitem direitos fundamentais; e promoção da memória, para que as gerações futuras possam conhecer e compreender a gravidade dos fatos. O objetivo dessas medidas é evitar que atos tão desumanos se repitam.

Jomar Monteiro

Referências mitológicas ligam as obras de Jomar Monteiro a um clima épico

A pintura de Jomar Monteiro se destaca dentro de um contraste íntimo entre a tradição histórico-cultural e um impulso profundo, individual, como bem se evidencia das obras que tratam de temas renascimentais como uma certa aproximação ao século XIX.

Trata-se de uma pintura intimamente entrelaçada sobre uma dialética que se instala exatamente quando o artista deseja se libertar de antecedentes ou cânones experimentais que acabam constituindo estados formativos para diretamente evidenciar aquele valor ideal que existe dentro de si mesmo.

Excelente desenhista e de temperamento exuberante, Jomar Monteiro persegue desde o início o caminho das grandes composições, exatamente no momento em que imperava o mito do fragmento e aqueles que afrontavam as amplas figurações para contar episódios exaltando ações humanas.

Ao examinar a sua obra temos a impressão que o caminho deste artista se desenvolve num clima épico da pintura figurativa, habilmente enxertada com referências mitológicas e históricas que ligam suas obras a uma iconografia de temas clássicos.

Através da obra "Eros", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Jomar Monteiro inspirado pela corposidade das imagens, uma visão escultórica das massas e o rigor da composição revela o caráter de sua personalidade.

O Artista


Jomar Monteiro nasceu em São Paulo onde formou-se pela Faculdade de Belas Artes e pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Desde 1986, atua como pintor, escultor e restaurador, adquirindo experiência em áreas multidisciplinares como a cenografia, arte digital, fotografia, xilogravura, litografia, serigrafia, desenho de animação e cinema. Após ter vivido em Havana (Cuba) e Madri (Espanha) onde abriu ateliers regressou a São Paulo onde reside e exerce suas atividades.

Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas, entre elas:
Câmara Municipal de Rinópolis/SP; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo " FAU / USP; Faculdade de Belas Artes de São Paulo / SP; Paleta de Ouro (Salão Portinari) SP (1989); IV Mostra de Arte Jovem de Avaré / SP; Mostra de Gravuras centro Cultural Butantã / SP; II Salão de Artes Plásticas de Avaré / SP; VIII Mostra de Artes Plásticas Casa Branca / SP (1990); XII Salão de Artes Jovem de Santos / SP; III Salão de Artes Plásticas de Avaré / SP; Câmara Municipal de São Paulo " Instalação: "Arte e Pensamento Ecológico" (1991); VI Semana de Arte " Faculdade Anhembi-Morumbi / SP; Mostra de Arte Coletiva de Batatais / SP; Instalação PUCAMP -= Campinas / SP; Mostra de Arte Coletiva de Tupã / SP; Exposição "Novos Artistas" SESI " São Paulo / SP; IV Salão de Artes Plásticas de Avaré / SP (1992); XXII Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba / SP; Centro cultural de Santos / SP; I Salão de Artes Plásticas de Guarulhos / SP; III Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente / SP (1993); Galeria Jasmim " São Paulo / SP; I Salão de Arte Contemporânea de Santo André / SP; III Salão de Artes Plásticas SPFC São Paulo / SP; Espaço Cultural Metropolitano São Paulo / SP; Gravuras " Espaço Cultural Chap-Chap São Paulo / SP (1994); IX Semana de Arte " Faculdade Anhembi-Morumbi São Paulo / SP; Câmara Municipal de São Paulo / SP "Subjetividade do Movimento"; II Salão de Arte Contemporânea de Santo André / SP; V Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente / SP; IV Salão de Artes Plásticas SPFC São Paulo / SP (1995); Museu de Artes Plásticas Quirino da Silva "Mitológicas" " Mococa / SP; Câmara Municipal de São Paulo "Mitológicas" " São Paulo / SP (1996).

Possui obras em diversas coleções particulares na Europa, Cuba, Brasil e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

Morador de rua é preso por tentativa de duplo homicídio em Foz do Iguaçu

Policiais da Seção de Investigação e Captura da 6ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu prenderam nesta sexta-feira (30) o morador de rua José Devanir da Silva, 31 anos, acusado de tentativa de duplo homicídio. Segundo o delegado Amarildo Antunes, Devanir e outros dois moradores de rua, Elton Vital Lopes, 33, e Celso Antônio Palhano, 34, bebiam cachaça em um terreno baldio na Rua Tenente Eduardo Olmedo, bairro Morumbi II, na madrugada desta sexta-feira.
Por volta das 4h, os três discutiram e Lopes e Palhano foram dormir no terreno mesmo. Lopes disse aos policiais que acordou de repente com as roupas e cobertores pegando fogo e viu que as roupas de Palhano também estavam em chamas. “Palhano conseguiu se livrar das chamas logo e teve apenas ferimentos leves e Lopes ficou com 2/3 do corpo com ferimentos”, disse o delegado. Silva foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. “Os dois amigos disseram que ele fica muito doido quando toma cachaça e usa drogas e que essa foi a segunda vez que tentou colocar fogo neles”.

Rafaela Palhano - Atleta de MS de 12 anos é campeã nacional de hipismo

A campo-grandense Rafaela Palhano, de 12 anos, foi campeã nacional de hipismo neste fim de semana. O torneio começou sexta-feira e terminou ontem, quando Rafaela foi declarada campeã.

A menina, que treina há pouco mais de um ano, venceu na categoria em que os cavalos saltam obstáculos de 90 centímetros. A escala começa em 40 cm e vai até 1,60, na categoria profissional, disputada, por exemplo, nas Olímpiadas.

A competição reuniu seis federações: Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Cerca de 150 atletas participaram.

Rafaela chegou hoje de manhã a Campo Grande. Ela comentou que a chuva e o frio, de 3 graus, tornaram a disputa ainda mais difícil.

 Satisfeita com os resultados positivos que vem obtendo com apenas pouco mais de um ano de competições, ela disse que pretende reforçar os treinamentos para se tornar profissional.“Na próxima semana retomo os treinamentos”, contou.

Médico Ruy Palhano associa uso de drogas a violência e acidentes

O médico psiquiatra Ruy Palhano alertou, em palestra sobre o tema "Crack e a juventude maranhense", para os riscos consequentes do consumo crescente de drogas no Maranhão. A palestra, realizada na quarta-feira, 14, foi promovida pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedihc), na sede do órgão, no Bairro Monte Castelo, em São Luís.
Segundo Palhano, de cada 100 pessoas atendidas no Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, seja por acidente ou violência, em 95% dos casos, a causa está associada, direta ou indiretamente, ao consumo de drogas lícitas ou ilícitas. "A droga, quando consumida, afeta áreas do cérebro, como a responsável pelo medo", alertou.
De acordo com o psiquiatra, os danos mais comuns aos usuários de drogas são insônia, agitação psicomotora, ansiedade disfuncional (intensa), agressividade, alucinações visuais, delírios de perseguição, alucinações tácteis - sensação de ter formigas, insetos ou cobras imaginárias debaixo da pele. Após a excitação, há acometimento da sensação de cansaço, apatia, irritabilidade, tremores e comportamento impulsivo para depressão e suicídio.
A promotora de Justiça Glória Mafra, durante o debate realizado depois da palestra, chamou a atenção para o aumento do número de mulheres encarceradas como um fruto da crescente circulação de drogas. "O crime cometido pela população feminina nas prisões, geralmente, é o tráfico de drogas", avaliou. Ela informou ainda que foi enviada à Prefeitura de São Luís uma recomendação para que parte do orçamento público seja destinado a políticas públicas voltadas ao combate das drogas.
Políticas públicas - O secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Sérgio Tamer, destacou a importância de se discutir o tema. "O consumo crescente de drogas é uma preocupação que tem de mobilizar a todos, para que busquem o enfrentamento dessa questão", analisou.
Tamer afirmou que a Sedihc realiza um trabalho preventivo para evitar que o jovem entre no mundo das drogas. O evento foi, também, uma oportunidade de apresentar aos convidados, os membros que compõem o Fórum de Debates Permanente Sedihc.

Manuel Capilé Palhano orgulha-se de comandar a Guarda Municipal

Portal MS
 



horóscopo do dia

Horoscopo Diario

Com uma vida pautada no trabalho, ele comemora a oportunidade de ter prestado relevantes serviços

Manuel Capilé Palhano e Maria Januária Capilé, filhos de pioneiros. Capile e Palhano, duas famílias que aqui chegaram e ao lado de tantas outras famílias pioneiras, plantaram seus sonhos e filhos, construindo uma cidade, Dourados.
Manuel Capilé é filho de uma família de 14 irmãos, criado dentro de princípios de uma educação rígida. Seu pai, Pedro Palhano, cidadão austero, cobrava-lhe sempre a sinceridade e honestidade. ?O que era seu, era seu e o que era dos outros, era dos outros? dizia.
A mãe, Maria Januária Capilé (Tia Marquinha), modesta e meiga, primava pela boa educação dos seus filhos.
O jovem Capilé começou cedo a trabalhar, primeiro numa loja de confecções (l963/1964), depois como bancário. Foi funcionário da Prefeitura através de concurso no ano de 1973, passando por diversos setores. Atuou inclusive como chefe da área financeira.
Como bancário administrou três agências, prestando serviços em Bela Vista, Corumbá, Cáceres, Pedro Gomes, Ivinhema e ao retornar para Dourados encerrou sua carreira. Com vasta experiência, Capilé prestou concurso no estado, passando a trabalhar na Secretaria de Fazenda, no setor de compras, com abrangência na região sul.
Capilé também atuou como fiscal de renda no estado do Tocantins. De funcionário de uma loja de confecções até fiscal de renda somaram 26 anos de muita luta. Com 46 anos, ingressou na PRF, sendo aprovado pela academia, competindo de igual para igual com concorrentes mais jovens, sem ter nenhum privilégio.
Depois de trabalhar nas cidades de Joinvile e Santa Catarina, aposentou-se em Dourados. Ao todo foram mais de sete anos de serviços prestados a PRF. Ao invés do merecido descanso, Capilé resolver retomar os estudos, formando-se em Direito. Não demorou muito para receber mais um convite desafiador em sua vida, que é comandar a Guarda Municipal.?

Tive muitos cargos importantes na minha vida, cumprindo-os com muito orgulho. Mas esse cargo de comandante da Guarda Municipal é o mais importante da minha vida, por meio do qual sirvo a minha cidade -, disse.
Para saber mais sobre a vida de Capilé, acompanhe a entrevista:

A Tribuna - Qual é sua avaliação da cidade de Dourados?
Capilé - Dourados hoje é uma cidade boa de se viver, considerada uma das melhores do Mato Grosso Sul.Temos a questão da violência, mas o índice de criminalidade é muito menor que em outras cidades brasileiras.
Confesso-me um saudosista, pois tenho saudades de Dourados de 1968 a 1970, quando podíamos jogar na praça, no domingo à tarde; passear de mãos dadas com as nossas amadas. Esse tempo está bem guardado nas nossas lembranças.
Dourados era uma cidade tranqüila. Todo o mundo era amigo de todos. Sabia-se quem era quem.

A Tribuna - Você ainda conserva amizades desta época?
Capilé - A grande maioria está aqui Dourados, outros já deixaram este plano. Fico feliz em saber que grande parte dos meus amigos se deram bem na vida.

A Tribuna ? Você se sente realizado na profissão?
Capilé - Cumpri o meu papel de cidadão, procurando sempre realizar tudo o que me propus na vida. Consegui corresponder a altura a conduta que aprendi com os meus pais e meus avós.

A Tribuna ?Qual a melhor herança deixada pelo seu pai?
Capilé - Meu pai era um homem muito exigente, pessoa de bem, mas muito rigoroso com seus filhos. Sou o mais novo de 14 irmãos, todos tratados da mesma forma. Com ele, aprendemos a trabalhar muito cedo e seus ensinamentos aplico no meu dia-a-dia.

A Tribuna - O que você espera de Dourados?
Capilé - Espero tudo, pois esta é a minha cidade. Se todos quiser Dourados seja melhor no futuro, temos que trabalhar para isso.

A Tribuna - Para encerrar, fale de sua família?
Capilé ? Sou casado com dona Raimunda Taveira Palhano e tenho uma filha, Andresa Kely, que é bacharel em Direito, professora pós-graduada. Ela tem muito de mim e do avô. Não poderia deixar de lembrar também da minha mãe, do carinho dela, da dedicação que tinha para com todos os seus filhos. Ela era chamada, muito carinhosamente, de Tia Mariquinha, a qual nos ensinou a importância da religiosidade em nossas vidas.