Local interativo sobre curiosidades, notícias contemporâneas e históricas que contam um pouco dessa gente que ajuda o Brasil a crescer. E voce é meu convidado a montar esse quebra-cabeças. Sinta-se a vontade para postar, comentar, só peço que não exclua nenhuma postagem.
Lenin Palhano no Terra Madre
“O público vai se surpreender com o sabor destes grandes peixes dos nossos rios”, conta o Chef Ivan Lopes. “Selecionamos carnes de grande sabor, que ainda são pouco degustadas fora da região norte do país. Para harmonizar e completar os pratos, demos prioridade a ingredientes brasileiros, como pupunha, mandioquinha, leite de coco e azeite de dendê”.
O Terra Madre já tem uma tradição em pratos com peixe. Um dos maiores sucessos da casa é justamente um peixe de água doce, o filhote, apreciado habitante dos rios amazônicos. Servido em crosta de amêndoas, está no menu da casa desde sua inauguração, há cinco anos. Ao que tudo indica, ele terá nova companhia no menu fixo do Terra. “Com este festival, vamos avaliar a repercussão junto aos clientes para incluir pelo menos um novo peixe de água doce no cardápio”.
CARDÁPIO
O menu da casa vai apresentar uma sequência com couvert, duas entradas, três pratos principais e sobremesa. O trio de delícias que estrela a noite traz: pintado assado com vatapá ao molho rústico de siri, tambaqui em crosta de coco com ratatuille brasileiro e espuma de capim limão e, ainda, pirarucu grelhado com dueto de palmito pupunha em gel de madionquinha. Nas entradas, destaque para a caçarola de carne de jacaré . Em tempo: a carne é legalizada, comprada de criadores credenciados pelo Ibama, sediados no Mato Grosso.
Confira a sequência completa:
COUVERT:
- Tartare de truta fresca, tapioca de carne seca, couscous paulista, caldinho tacacá e pães artesanais.
ENTRADAS:
- Carpaccio de surubim defumado com misto de brotos e vinagrete de maracujá.
- Caçarola de jacaré ao leite de coco e favas verdes com azeite dendê.
PRATOS PRINCIPAIS:
- Pintado assado com vatapá ao molho rústico de siri.
- Tambaqui em crosta de coco com ratatouille brasileiro e espuma de capim limão.
- Pirarucu grelhado com dueto de palmito pupunha em gel de madioquinha.
SOBREMESA:
- Dueto com mil folhas de cupuaçu e mousse de açaí com praliné de castanha de caju.
SERVIÇO:
NOITE DOS PEIXES DE ÁGUA DOCE
LOCAL: Terra Madre
END.: R. Desembargador Otávio do Amaral, 515
TEL.: (41) 3335-6070
DATA: 30 de Março
HORÁRIO: 20 horas
PREÇO POR PESSOA: Menu degustação – R$ 110 (bebidas e taxa de serviço não inclusas)
Kepler Palhano Neves - Padrão de Crescimento
Às 19h45m, quando o espaço já estava praticamente preenchido pelos convidados, Fabiano de Almeida Francisco (Diretor Comercial – SP), e o Diretor Comercial Nacional, Jan Paul Lang [ainda descubro a origem desse nome], subiram ao palco para as boas vindas, enfatizando as relações de parceria e respeito que a Padrão estabelece com o corretor.
Kepler G. Palhano Neves (Diretor Regional-SP) foi chamado ao palco e, juntos, deram início aos sorteios para, assim, quem sabe, agitar o público que parecia tímido, formal.
Foram escolhidos, pelo Departamento Comercial, os 50 melhores produtores, entre free e PJs, para concorrer a uma super TV de LCD, quatro no total.
LAURO PALHANO EXISTIU!!!

| Nome: Juvêncio Lopes da Silva Campos |
| Pseudônimo: Lauro Palhano |
| Ano de Nascimento: 1881 |
| Local de Nascimento: |
| Ano da Morte: |
| Local da Morte: |
| Fonte do autor(a): COUTINHO, Afrânio; SOUSA, J. Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. São Paulo: Global; Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Academia Brasileira de Letras, 2001: 2v. |
| Descrição: Seu primeiro romance retrata o ambiente proletário, e o segundo a vida nos seringais. São documentos da existência humilde dos trabalhadores |
| Obras do Autor Cadastradas | ||||
| Título da Obra | Gênero | Ano / Sec. | Acesse a Obra | Críticas |
| Marupiara | 1935 | |||
| O Gororoba | 1931 | |||
| Paracoera | 1939 | |||
| Fatos Históricos Relacionados | ||
| Início | Fim | Descrição |
| 1840 | 1889 | Segundo Reinado - D. Pedro II governa o Brasil |
| 1870 | 1889 | Declínio do Império no Brasil |
| 1882 | 1882 | Escola do Recife |
| 1883 | 1883 | início da Questão Militar |
| 1884 | 1884 | Extinção da escravidão no Ceará, Maranhão, Amazonas e alguns municípios do RS |
| 1885 | 1885 | Lei dos Sexagenários |
| 1886 | 1886 | Fundação da Sociedade Promotora de Imigração |
| 1888 | 1888 | Abolição da Escravatura |
| 1889 | 1889 | Proclamação da República, em 15/11 |
| 1889 | 1890 | Encilhamento |
| 1889 | 1930 | Política: República Velha |
| 1890 | 1890 | Eleita a Assembléia Constituinte |
| 1890 | 1890 | Primeiras revoltas das categorias profissionais urbanas |
| 1891 | 1894 | Governo Floriano Peixoto |
| 1891 | 1891 | promulgada a primeira Constituição Republicana brasileira |
| 1891 | 1891 | Deodoro da Fonseca fecha o Congresso Nacional |
| 1892 | 1892 | Revolução Federalista do Rio Grande do Sul |
| 1893 | 1893 | Revolta da Armada |
| 1893 | 1893 | Revolução Federalista no sul |
| 1893 | 1893 | Antes do cientista Guglielmo Marconi testar seu primeiro experimento, o padre brasileiro Roberto Landell realizou, do alto da Avenida Paulista para o alto de Santana, as primeiras transmissões de telegrafia e de telefonia sem fio |
| 1894 | 1898 | Política: Governo Prudente de Morais |
| 1894 | 1894 | Inauguração da Biblioteca Infantil Quaresma |
| 1895 | 1895 | A Coréia declara a sua independência da China |
| 1896 | 1897 | Revolta de Canudos |
| 1896 | 1896 | Ciência: o físico francês Henri Becquerel descobre uma nova propriedade da matéria, a radioatividade |
| 1897 | 1897 | Cultura: Inauguração da Academia Brasileira de Letras |
| 1897 | 1897 | Destruição do Arraial de Canudos |
| 1898 | 1902 | Governo Campos Sales |
| 1900 | 1900 | O Senado dos Estados Unidos ratifica a decisão da Conferência de Paz de Haya sobre a criação de um Tribunal Penal Internacional. |
| 1901 | 1901 | Cisão no Partido Republicano Paulista |
| 1902 | 1906 | Política: Governo Rodrigues Alves |
| 1902 | 1902 | Segundo Congresso Socialista Brasileiro em São Paulo |
| 1904 | 1904 | Revolta da Vacina |
| 1906 | 1910 | Governo Afonso Pena |
| 1906 | 1906 | Convenção de Taubaté (medidas de proteção ao café) |
| 1906 | 1906 | Em Paris, Santos Dumont vôa com o 14-BIS |
| 1906 | 1906 | Um pacto policial entre Brasil, Argentina, e Uruguai é firmado contra o movimento anarquista nos três países |
| 1907 | 1907 | Afonso Pena aprova a Lei do Serviço Militar Obrigatório |
| 1907 | 1907 | Pablo Picasso expõe o quadro Les Demoiselles d´Avignon, em Paris, inaugurando o cubismo |
| 1908 | 1908 | Chegam ao Brasil os primeiros imigrantes japoneses (781 pessoas) |
| 1909 | 1909 | Filippo Marinetti inicia o Movimento Futurista |
| 1910 | 1914 | Governo Hermes da Fonseca |
| 1910 | 1910 | Campanha Civilista de Rui Barbosa |
| 1910 | 1910 | Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro |
| 1912 | 1916 | Guerra do Contestado |
| 1913 | 1913 | Abertura do Canal do Panamá |
| 1913 | 1913 | Começa a Segunda Guerra dos Bálcãs |
| 1913 | 1913 | Primeira transmissão telefônica sem fio entre Nova York e Berlim |
| 1914 | 1918 | Política: Governo Wenceslau Brás |
| 1914 | 1914 | Henry Ford, fundador da Ford, anuncia um novo sistema na linha de montagem de sua fábrica, que reduzia de 12,5 horas para 93 minutos a produção de um carro |
| 1915 | 1919 | Governo Nilo Peçanha |
| 1915 | 1915 | Início da Biblioteca Infantil Melhoramentos |
| 1915 | 1915 | Primera Guerra Mundial: Batalha naval entre britânicos e alemães em Doggerbank e Helgoland |
| 1915 | 1915 | Primeira Guerra Mundial: primeiro bombardeio aéreo massivo registrado pela história, realizado por aviões franceses contra as fábricas alemãs de explosivos |
| 1915 | 1915 | Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria |
| 1917 | 1917 | Brasil declara guerra à Alemanha |
| 1917 | 1917 | Estudantes de São Paulo criam a Liga Nacionalista |
| 1917 | 1920 | Revolução Russa |
| 1919 | 1919 | Criação do Fascismo na Itália |
| 1919 | 1919 | Fundação do Partido Nazista na Alemanha |
| 1919 | 1919 | Iniciada a conferencia de paz de Versalhes que encerrou oficialmente a Primeira Guerra Mundial |
| 1919 | 1919 | Assassinato em Berlim de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, fundadores do Partido Comunista alemão |
| 1919 | 1919 | rimeira reunião do Parlamento irlandês, em que se confirma o estabelecimento da República deste país |
| 1919 | 1919 | É inaugurado o primeiro Congresso Internacional Comunista (Komintern) |
| 1920 | 1920 | Primeiro dia em que deixou-se de publicar os jornais na Espanha, como conseqüência da implantação do descanso dominical para os jornalistas e trabalhadores da imprensa |
| 1921 | 1921 | Nasce o Partido Comunista Italiano, encabeçado por Gramsci, que pertencia ao Partido Socialista |
| 1921 | 1921 | Conferência dos países aliados (Paris) estabelece que a Alemanha deve pagar, em 42 anualidades, 226 milhões de marcos por indenizações da guerra |
| 1922 | 1922 | Levante Tenentista do Forte de Copacabana |
| 1922 | 1922 | Cultura: Semana de Arte Moderna |
| 1922 | 1922 | Fundação do Partido Comunista do Brasil |
| 1922 | 1922 | Mussolini toma o poder na Itália |
| 1922 | 1922 | a Rússia torna-se União das Repúblicas Socialistas Soviéticas |
| 1924 | 1924 | Levante Tenentista em São Paulo |
| 1924 | 1924 | Começa a guerra civil em Honduras |
| 1924 | 1924 | Mahatma Gandhi, líder nacionalista indio, é liberado da prisão |
| 1924 | 1924 | Morre Vladimir Lênin, líder da Revolução Russa de 1917. Ele foi o primeiro presidente comunista do país |
| 1924 | 1924 | Literatura: É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka |
| 1925 | 1927 | Coluna Prestes |
| 1925 | 1939 | Desenvolvimento dos Estados Totalitários na Europa |
| 1927 | 1927 | Congresso Regionalista do Recife |
| 1927 | 1927 | primeira sessão de um fime em 35mm com som é apresentada em Nova York. O filme foi The Jazz Singer (O Cantor da Jazz), de Alan Crosland, protagonizado por Al Jolson e produzido pela Warner Brothers |
| 1929 | 1929 | Mundo, economia: Quebra da Bolsa de Nova York |
| 1929 | 1929 | Crise do café no Brasil |
| 1929 | 1929 | Formação da Aliança Liberal entre RS e MG |
| 1930 | 1945 | Primeiro governo de Getúlio Vargas |
| 1930 | 1930 | Fim da República do Café com Leite (República Velha) |
| 1932 | 1932 | Revolução Constitucionalista em São Paulo |
| 1933 | 1933 | Início do III Reich, na Alemanha |
| 1933 | 1933 | Instituição do direito de voto às mulheres no Brasil |
| 1933 | 1933 | Os Estados Unidos reconhecem oficialmente a URSS |
| 1933 | 1933 | Fundação do Partido Integralista |
| 1933 | 1933 | Na Alemanha nazista é iniciada a perseguição contra os judeus. O governo pede que sejam boicotados todos os empreendimentos cujos donos sejam judeus |
| 1934 | 1934 | Promulgada a segunda Constituição do Brasil |
| 1934 | 1934 | Assinado um acordo franco-italiano para regular os limites e fronteiras das colônias da Africa |
| 1935 | 1935 | Intentona comunista liderada por Luiz Carlos Prestes |
| 1935 | 1935 | Lei de Segurança Nacional contra a subversão |
| 1935 | 1935 | A Islândia se torna o primeiro país a legalizar o aborto por motivos médicos e sociais |
| 1936 | 1939 | Guerra Civil Espanhola |
| 1937 | 1945 | Estado Novo |
| 1937 | 1937 | Promulgada a terceira Constituição do Brasil: a "Polaca" |
| 1937 | 1937 | O Brasil suspende os seus pagamentos da dívida externa |
| 1937 | 1937 | Criação do Instituto Nacional do Livro |
| 1938 | 1938 | Criação do Conselho Nacional do Petróleo |
| 1938 | 1938 | Morre Virgulino Ferreira, o Lampião |
| 1938 | 1938 | 04/02 - Hitler se autoproclama comandante supremo das forças armadas alemãs |
| 1939 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial |
| 1939 | 1939 | Criação da Companhia Siderúrgica Nacional |
| 1939 | 1939 | Criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) |
| 1939 | 1939 | Guerra Civil espanhola: as tropas franquistas entram em Barcelona |
| 1940 | 1940 | Criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira (FAB) |
| 1940 | 1950 | Desenvolvimento da ficção intimista |
| 1940 | 1940 | Instituição do salário mínimo no Brasil |
| 1940 | 1940 | 02/02 - É realizada em Belgrado a Conferência de Paz dos Estados balcânicos |
| 1940 | 1940 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França |
| 1941 | 1941 | A Columbia Broadcasting System realiza a primeira demonstração de uma tela de televisão em cores |
| 1941 | 1941 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: A guarnição italiana de Tobruk (Líbia) rende-se às forças aliadas |
| 1942 | 1942 | Brasil entra na Segunda Guerra |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Batalha de Stalingrado |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra mundial: começa a contra-ofensiva alemã no norte da África |
| 1942 | 1942 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: O presidente Getúlio Vargas decreta o confisco de bens de imigrantes alemães e italianos |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Os aliados adotam na Conferência da Casablanca o princípio de |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: começam os bombardeios aéreos sistemáticos dos aliados contra o Reich |
| 1943 | 1943 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a Alemanha recruta todos os homens de 16 a 65 anos |
| 1944 | 1944 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: o Brasil envia tropas à Itália |
| 1944 | 1944 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: tropas aliadas aterrizam em Anzio, perto de Roma, e empreendem a conquista da Itália |
| 1945 | 1945 | Queda do Estado Novo |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 6 de agosto, os EUA lançam a bomba atômica sobre Hiroshima (Japão) |
| 1945 | 1945 | Congresso Brasileiro de Escritores em SP |
| 1945 | 1945 | Apogeu do rádio do Brasil |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: Conferêencia de Yalta (Crimea): Roosevelt, Churchill e Stalin tratam dos problemas derivados da II Guerra Mundial e estabelecem as respectivas zonas de influência na Europa. |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 09/08, EUA lançam a bomba atômica sobre Nagasaki (Japão) |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: em 15/08, rendição incondicional do Japão |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: a bordo do encouraçado Missouri, os norte-americanos entram na baía de Tóquio e é assinada a paz, pondo fim à Segunda Guerra, depois de 6 anos e 50 milhões de mortos |
| 1945 | 1945 | 25/04 - Conferência de São Francisco cria a Organização das Nações Unidas |
| 1945 | 1945 | Conflito: Segunda Guerra Mundial: as tropas nore-americanas desembarcam em Okinawa, etapa prévia à entrada no Japão |
| 1945 | 1945 | O Brasil estabelece relações com a União Soviética |
| 1946 | 1946 | Promulgada a quarta Constituição do Brasil, de cunho liberal |
| 1946 | 1950 | Governo Eurico Gaspar Dutra |
| 1946 | 1946 | Proclamação da República da Hungria |
| 1946 | 1946 | A ONU cria o Conselho de Segurança |
| 1946 | 1946 | Guerra Fria: O primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, usa pela primeira vez a expressão "cortina de ferro" para designar os limites da Europa sob o domínio comunista |
| 1947 | 1947 | As tropas britânicas retiram-se da Palestina |
| 1947 | 1947 | Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria |
| 1948 | 1948 | Plano SALTE |
| 1948 | 1948 | Brasil rompe relações com a União Soviética |
| 1948 | 1948 | Aprovação da Declaração dos Direitos do Homem (ONU) |
| 1948 | 1948 | Cultura: criação do Clube do Livro |
| 1948 | 1948 | O Tribunal Supremo dos Estados Unidos declara a igualdade de educação para brancos e negros |
| 1948 | 1948 | Mahatma Gandhi, o maior líder nacionalista hindu e pacifista, é assassinado aos 78 anos a tiros por um jovem fanático |
| 1949 | 1949 | Vitória da Revolução Chinesa |
| 1950 | 1950 | Fundação da Cinematográfica Vera Cruz |
| 1950 | 1954 | Política: segundo governo de Getúlio Vargas |
| 1950 | 1950 | Inauguração da PRF-3 TV TUPI, primeira emissora de televisão do país |
| 1950 | 1950 | A ONU concede independência à Líbia |
Marcia |Palhano
Alexandre Costa e Adalberto Pereira impediram, aos empurrões, que moradores acompanhassem uma sessão da Câmara Municipal
POR OSWALDO VIVIANI
Adalberto Pereira, segundo Márcia, teria começado um "bate-boca" com ela, pelo fato de a líder comunitária tecer constantes críticas à ociosidade dos vereadores de Dom Pedro. Reportagem do caderno especial JP na Estrada apurou que oito dos nove vereadores dom-pedrenses não apresentaram sequer um projeto na atual legislatura (1 ano e 10 meses).
Alexandre Costa teria entrado na discussão, afirmando que Márcia era "persona non grata" na Câmara e que estava proibida de entrar no local. Ato contínuo, de acordo com Márcia, Alexandre a empurrou bruscamente e trancou a sala na qual os vereadores - quatro no total - se reuniam. Além de Alexandre e Adalberto, estavam presentes os vereadores Zaqueu de Sousa Pereira (PSC) e Raimunda Alves Costa de Sousa, a "Raimundinha" (PRP).
O caso foi parar na Delegacia de Polícia de Dom Pedro, onde Márcia Palhano registrou ocorrência. O delegado Otávio Cavalcante Chaves Filho mandou um agente ir até a Câmara para conduzir à delegacia os dois vereadores envolvidos na confusão, mas eles já haviam deixado o local. Adalberto Pereira e Alexandre Costa foram reconvocados pelo delegado de Dom Pedro para prestar esclarecimentos às 16h30 da próxima segunda-feira.
Na ocasião, o delegado Otávio Cavalcante enviou uma carta ao promotor da Comarca, José Jaílton Andrade Cardoso, relatando os fatos e confirmando a ausência rotineira dos vereadores nas sessões da Câmara.
No Brasil, militares são processados por torturar Dilma Rousseff e assassinar seis pessoas durante a ditadura
Correspondente Internacional, Zwela Angola
SÃO PAULO/BRASIL (ZWELA ANGOLA) - No Brasil, o Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ingressou na Justiça com uma Ação Civil Pública contra três militares aposentados das Forças Armadas e um da Polícia Militar, pelo assassinato de seis pessoas e tortura de outras 20, todas presas pelo Exército, entre 1969 e 1970, durante a ditadura militar.
Homero Cesar Machado, Innocencio Fabrício de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima, das Forças Armadas e o capitão João Thomaz, da Polícia Militar de São Paulo foram acusados formalmente pelo MPF-SP de participação na morte e no desaparecimento de, pelo menos, seis pessoas e de torturar 20 presos políticos detidos pela Operação Bandeirante, criada e montada pelo Exército no final da década de 1960, durante o regime militar.
A ação é assinada pelo procurador regional da República Marlon Alberto Weichert e os procuradores Eugênia Augusta Gonzaga, Jefferson Aparecido Dias, Luiz Costa, Adriana da Silva Fernandes e Sergio Gardenghi Suiama
Os seis procuradores federais esperam que os quatro militares sejam considerados responsáveis pelas violações aos direitos humanos, condenados a ressarcir os cofres públicos pelas indenizações pagas pelo Estado às vítimas e parentes e a pagar uma indenização a título de reparação por dano moral à coletividade.
Os procuradores federais querem, também, que a Justiça Federal do Brasil casse as aposentadorias dos quatro militares acusados de assassinatos e torturas, mas, ainda, não sabe informar o valor total das reparações.
Na ação, os procuradores citam 15 episódios que, segundo eles, resultaram na morte de seis pessoas, entre elas Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, apontado como líder do sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969.
Há ainda citações a casos de tortura contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, presa em 1970, e o religioso Frei Tito, que se suicidou em 1974 em decorrência de sequelas das sessões de tortura, segundo depoimentos de pessoas que conviveram com ele.
O procurador regional da República, Marlon Alberto Weichert, citou o caso de Jonas para exemplificar como os agentes do Estado atuavam para obter confissões. Além de prender um irmão do militante político, os agentes da Operação Bandeirantes detiveram a mulher, Ilda, e três dos quatro filhos de Jonas. Ilda foi torturada e viu uma das crianças, ntão com quatro meses, recebendo choques elétricos.
“Temos relatos de torturas e de violações da dignidade da pessoa humana que mostram que esses quatro agentes não estavam apenas cumprindo ordens, mas sim, que se encaixaram perfeitamente nesse esquema repressivo”, disse o procurador.
Para Marlon Alberto Weichert, os acusados também abusavam da violência por vontade própria e, portanto, não podem argumentar que estavam apenas cumprindo ordens de seus superiores.
“Essa foi a justificativa de vários oficiais e soldados nazistas para as barbaridades praticadas durante a 2ª Guerra Mundial. Ainda que houvesse uma ordem superior para torturar, sequestrar e matar, qualquer pessoa sabia que se tratava de uma atitude contrária ao regime jurídico nacional e internacional”, enfatizou o procurador Weichert.
Desde 2008, esta é a quinta vez que o MPF ingressa na Justiça para obter a responsabilização civil dos envolvidos com violações de direitos humanos durante o regime militar.
Além das demandas contra os acusados, os procuradores também acionam a União e o Estado de São Paulo para que sejam obrigados a pedir desculpas formais pelo episódio e tornar públicas todas as atividades da Operação Bandeirantes, divulgando, inclusive, nomes de todas as pessoas presas legal ou ilegalmente pelo órgão e das pessoas físicas ou jurídicas que contribuíram financeiramente com a operação.
O trabalho do MPF se baseou em depoimentos dados a tribunais militares por diversas vítimas da Oban (compilados no Projeto Brasil Nunca Mais) e informações mantidas em arquivos públicos, além de testemunhos de algumas vítimas. São citados os casos de Frei Tito, que se suicidaria quatro anos depois por sequelas da tortura, e da presidente eleita Dilma Rousseff, presa e torturada em 1970.
Ilda não só foi torturada como obrigada a assistir a aplicação de choques elétricos em sua filha Isabel, então com quatro meses de idade. O episódio foi narrado pela Revista Veja de 21/02/79 e por Frei Betto no livro “Diário de Fernando – Nos Cárceres da Ditadura Militar Brasileira”, publicado ano passado.
O MPF esclarece na ação que a lei de Anistia e o julgamento da ADPF 153 pelo Supremo Tribunal Federal, que reafirmou a validade da lei, não inviabilizam medidas de responsabilização civil como as propostas na nova ação.
Primeiro, porque a lei de Anistia não faz menção a obrigações cíveis decorrentes de atos ilícitos anistiados pela lei. No julgamento, os ministros do STF Carmen Lúcia, Eros Grau, Cezar Peluso, Celso de Mello, além de Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowski – que julgaram procedente a ADPF – destacaram a importância de se buscar medidas visando a reparação, o esclarecimento da verdade e outras providências relacionadas ao que se passou no período abrangido pela lei, ainda que a punição criminal esteja vedada.
Os procuradores lembram, ainda, que o caso está sujeito às obrigações internacionais assumidas pelo Estado brasileiro de apuração de graves violações aos direitos humanos. Em especial, a Justiça brasileira deverá seguir o que vier a ser decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que está julgando a ação apresentada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA contra o Brasil no caso Julia Lund – Guerrilha do Araguaia. Estima-se que a CIDH decidirá a matéria ainda neste ano.
Os episódios de tortura e morte narrados, assinalam os autores da ação, configuram crimes contra a humanidade, considerados imprescritíveis, tanto no campo cível, como no penal.
Esta nova ação é mais uma das iniciativas do MPF em relação às violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar no Brasil. Essa atuação teve início em 1999 por meio da tarefa humanitária de buscar e identificar restos mortais de desaparecidos políticos para entrega às respectivas famílias.
O MPF identificou que o processo de consolidação da democracia e reafirmação dos direitos e garantias fundamentais suprimidos pela ditadura requer do Estado brasileiro a implantação de medidas de Justiça Transicional: (a) esclarecimento da verdade; (b) realização da justiça, mediante a responsabilização dos violadores de direitos humanos; (c) reparação dos danos às vítimas; (d) reforma institucional dos serviços de segurança, para que respeitem direitos fundamentais; e (e) promoção da memória, para que as gerações futuras possam conhecer e compreender a gravidade dos fatos. Segundo o MPF, o objetivo dessas medidas é evitar que atos tão desumanos se repitam.
Em 30 de agosto deste ano, o MPF ingressou na justiça com ação para que três policiais civis do Estado de São Paulo acusados de torturas e mortes percam cargo e aposentadorias.
Reconhecidos em imagens de jornais, revistas e televisão, os delegados do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina foram acusados pelo MPF de terem torturado e matado, a serviço do Exército, presos políticos no Doi-Codi.
O MPF pediu o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados que participaram diretamente de atos de tortura, abuso sexual, desaparecimento forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964 - 1985).
A ação pede a responsabilização pessoal de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araujo e Dirceu Gravina, os dois primeiros aposentados e o terceiro ainda na ativa, além da condenação a reparação por danos morais coletivos e restituição das indenizações pagas pela União.
Capitão Ubirajara, capitão Lisboa e JC, codinomes utilizados, respectivamente, pelos três policiais enquanto atuaram no Doi-Codi, foram reconhecidos por várias vítimas ou familiares em imagens de reportagens veiculadas em jornais, revistas e na televisão.
Os procuradores da República que propuseram a ação colheram relatos chocantes de ex-presos políticos e de seus familiares vitimados pelos atos dos três policiais, além de reunir depoimentos retirados de documentos como processos de auditorias militares, arquivos do Dops e livros, entre eles “Brasil: Nunca Mais” e “Direito à Memória e à Verdade”.
Pela documentação e depoimentos colhidos pelo MPF, os procuradores relatam na ação que, sob a alcunha de capitão Ubirajara, o delegado Aparecido Laertes Calandra participou da tortura e desaparecimento de Hiroaki Torigoe, da tortura, morte e da falsa versão de que Carlos Nicolau Danielli fora morto em um tiroteio, da tortura do casal César e Maria Amélia Telles, além de participar da montagem da versão fantasiosa de que o jornalista Vladimir Herzog teria cometido suicídio na cadeia.
Reportagens dão conta de que Calandra teria participado também de torturas contra Paulo Vannuchi e Nilmário Miranda, atual e ex-ministros de Direitos Humanos do Governo Federal.
O depoimento de Maria Amélia Telles ao MPF mostra métodos de tortura física e psicológica aplicados por Calandra e outros agentes a serviço do Doi-Codi, como o uso de seus filhos visando constranger os depoentes em busca de “confissões”.
Maria Amélia relata que, numa oportunidade, após terem sido barbaramente torturados, ela e o marido foram expostos nus, marcados pelas agressões, aos filhos, então com cinco e quatro anos de idade, trazidos especialmente para o local como forma de pressioná-los. Ao ver os pais, a filha perguntou: “mãe por que você está roxa e o pai, verde?”.
O atual presidente do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa, Ivan Seixas, preso aos 16 anos, junto com o pai, Joaquim Alencar de Seixas, torturado e morto pela equipe do Doi-Codi da qual participava David dos Santos Araújo, o “capitão Lisboa”, relata que este era o que mais lhe batia.
Como forma de pressão sobre ele, os policiais o levaram para uma área próxima ao Parque do Estado, então deserta, e simularam seu fuzilamento. Depois, o colocaram em uma viatura e foi apresentada a ele a edição do jornal Folha da Tarde em que a manchete anunciava que seu pai fora morto pelas forças repressivas. Ao chegar no Doi-Codi, seu pai ainda estava vivo.
Depois da prisão de Ivan Seixas e de seu pai, sua casa fora saqueada e sua mãe e irmãs testemunharam, com ele, as torturas a que seu pai foi submetido. Uma de suas irmãs relatou ao MPF ter sido abusada sexualmente por Araújo. O pai acabou morrendo naquele dia nas dependências da prisão.
O mais jovem dos três policiais e até hoje no cargo de delegado da Polícia Civil, em Presidente Prudente, interior do Estado de São Paulo, Dirceu Gravina, era chamado pelos colegas de JC - uma alusão à Jesus Cristo por, à época, com pouco mais de 20 anos, manter os cabelos compridos e lisos e usar crucifixo - e é lembrado nos relatos por sua violência e sadismo.
Avesso à imprensa, Gravina foi reconhecido em 2008 por Lenira Machado, uma de suas vítimas após aparecer em reportagem sobre investigação que o delegado conduzia acerca de “um suposto vampiro que agia na cidade de Presidente Prudente e mordia o pescoço de adolescentes”.
Presa por três dias no Dops, Lenira teve toda a roupa rasgada por Gravina e outros dois policiais quando foi transferida ao Doi-Codi, ficando por 45 dias apenas com um casaco e lenço.
Em seu primeiro interrogatório no Doi-Codi, Lenira foi pendurada no pau de arara e submetida a choques elétricos. Nesta sessão de tortura, conseguiu soltar uma de suas mãos e, combalida, acabou por abraçar Gravina - que estava postado a sua frente, jogando água e sal na boca e nariz da presa. O contato fez com que o delegado sentisse o choque, caindo sobre Lenira e, em seguida, batendo o rosto, na altura do nariz, em um cavalete.
Após algumas horas, Gravina voltou do Hospital Militar, onde levou pontos no rosto, e retomou a tortura a ponto de provocar uma grave lesão na coluna de Lenira, e, mesmo assim, não suspender a sevícia. A tortura contra Lenira era tão intensa que, em um determinado dia, teve que ser levada ao hospital, onde lhe foi aplicado morfina para poder voltar às dependências da prisão.
Gravina ainda é apontado como o último a torturar o preso político Aluízio Palhano Pedreira Ferreira, dizendo a outro preso, após Palhano parar de gritar de dor, que sua equipe tinha acabado de matar o colega, ameaçando-o na sequência.
“Agora vai ser você!” Desde então, nunca mais se teve notícias de Aluízio, desaparecido até hoje. Também foram vítimas de Gravina os presos políticos Manoel Henrique Ferreira e Artur Scavone.
Apesar do uso de apelidos (Calandra, por exemplo, não admite ter sido o capitão Ubirajara), os ex-policiais foram reconhecidos, em diversas oportunidades, em entrevistas à imprensa e em depoimentos ao MPF, pelos presos políticos. Ivan Seixas relata também que, durante as torturas, ao se referirem uns aos outros, os policiais se traiam, chamando os colegas pelo prenome.
Algumas vezes, chegavam a se identificar. Em uma ocasião, ao transportar Seixas numa viatura, Araújo voltou-se para ele, mostrou a carteira funcional e disse: “sou o delegado David dos Santos Araújo e não tenho medo de você”.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
ANTONIO CARLOS LACERDA é jornalista correspondente internacional da Imprensa Estrangeira no Brasil. Autor do Coluna, "O Mundo sem Fronteiras" no Zwela Angola
Dormindo com o inimigo
| Reprodução |
| Leonardo e Ticiana: “O rosto dela ficou desfigurado”, diz Nair Andrade, a delegada |
| Agliberto Lima/AE |
| “Minha mulher não me traiu, mas se afastou da família”, justifica Felipe |
O casal se conheceu num culto da Igreja Presbiteriana Central, em Londrina. Depois de um rápido namoro, Ticiana ficou grávida, aos 15 anos, e os dois se casaram. A mãe da modelo, Sílvia Elizabete Maole, disse à polícia que Leonardo sempre foi muito violento. Ele foi indiciado por tentativa de homicídio e, se for condenado, deve cumprir pena de dois a seis anos de prisão. No Paraná, Leonardo também responde a um inquérito por lesões corporais, depois de ter agredido, em junho, o próprio filho, que hoje tem um ano e dois meses.
Gleba Palhano
Menos de 90 anos depois que o agrimensor Mábio Palhano abriu as primeiras veredas na mata virgem, Londrina viu sua fazenda de 750 alqueires - formada a partir de terras devolutas e comprada a preço simbólico do governo do Estado -, virar um dos pontos mais badalados do Município. Nos últimos 12 anos, morar na Gleba Palhano é símbolo de sucesso e status. E agora, também, torna-se referência como ponto comercial.
A Fazenda Palhano estendia-se de um marco no distrito rural do Espírito Santo – incluindo o patrimônio Aviação Velha,
A área que foi cedida por Mábio Palhano para a construção do primeiro campo de pouso de Londrina – até às margens do hoje Lago Igapó, passando pelas áreas da Universidade Estadual de Londrina e shopping Catuaí. Os seis irmãos Palhano detinham, juntos, 1.200 alqueires de terra. Mábio tinha 350 alqueires e comprou dos irmãos, nos anos 1920, outros 400 alqueires.
Até a década de 1970, a venda de parte das terras da antiga fazenda foi feita de forma irregular. Somente com a aprovação da lei 1.794/1970, o Executivo Municipal pode “aceitar o parcelamento da subdivisão da Fazenda Palhano já efetuada pelo seu proprietário, independentemente de seu enquadramento na legislação vigente”.
Hoje, a Gleba Palhano não existe mais já que, por definição, gleba é uma propriedade individual de área igual ou superior a 10.000 m². O que existe são diversos bairros unidos sob a denominação baseada no imaginário popular. Formalmente, pelo mapa oficial de Londrina – elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) - o bairro Palhano é uma área que começa na Avenida Ayrton Senna e vai até o viaduto da PR-445 (rodovia Celso Garcia Cid). Dentro dessa área, estão bairros como Vila Satler, Jardim Lago de Trento e outros.
Hoje, o local é o novo filão para empreendimentos comerciais. Dois prédios de escritórios, com galeria de lojas anexada, devem ficar prontos este ano. E já estão previstos o lançamento de, pelo menos, mais três empreendimentos do tipo. “Tudo que lançar lá, vende”, resumiu o imobiliarista Raul Fulgêncio. Responsável pela comercialização das salas empresariais de um dos prédios quase prontos, Fulgêncio explica que já foram vendidas 174 das 250 unidades disponíveis, antes mesmo do lançamento. “A demanda está uma loucura. Atendê-la é nosso maior problema”, afirmou. Segundo ele, um único espaço para uma agência bancária está sendo disputado por cinco bancos diferentes. “A maior dificuldade não é vender, é escolher quem vai ocupar aquele espaço”, afirmou.
O mesmo vale para lojas em pequenas galerias. Hoje, já estão disponíveis pelo menos quatro galerias – a maioria já ocupada. Além disso, está sendo construído também o Mercado Palhano, que vai oferecer 90 boxes para locação. E, nos planos dos empreendedores, não vai parar por aí. “O preço dos lotes da Gleba, que estão muito valorizados, inviabiliza que atividades individuais se instalem ali. A solução encontrada foi apostar nas galerias de lojas, que fracionam o preço total e acabam sendo bem mais acessíveis”, explicou o imobiliarista.
A ideia, segundo ele, é levar para a região todos os produtos e serviços que se encontram no restante da cidade. “Essa é uma tendência em qualquer área. Foi o que aconteceu na [avenida] Saul Elkind e na [avenida] Inglaterra. Agora vai acontecer na [avenida] Ayrton Senna”, afirmou. A diferença é que, ali, estará a maior concentração de renda da cidade, no corredor formado pelos bairros Bela Suíça, Gleba Palhano e região dos condomínios horizontais (após o Catuaí Shopping).
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), Osmar Ceolin Alves, o interesse das construtoras pela área deve se manter forte pelos próximos anos. “Há muitas áreas a serem exploradas ainda, naquele local. E, com a conclusão das obras na transposição da PR-445, a parte da Ayrton Senna acima da avenida Madre Leônia [Milito] será o próximo grande filão”, afirmou.
Crescimento foi rápido
O crescimento populacional da Gleba Palhano, desde que foi mudada a lei de zoneamento em 1998, para permitir a construção de edifícios na região, já é um dos maiores de Londrina. Segundo Osmar Alves, presidente do Sinduscon, o ritmo de construção ali está acima da média. “A região partiu do zero e hoje está na faixa [de crescimento] anual de 8% a 9%. A média de Londrina está na faixa dos 6%, que ainda é acima dos índices nacionais”, explicou.
Isso se justifica, segundo ele, por ser uma área nova, com grandes espaços vazios para serem explorados. O centro da cidade não dispõe mais de espaços do tamanho que podem ser encontrados na Gleba Palhano. “Nos últimos 12 anos, o centro não teve mudanças radicais na sua paisagem. Ali, mudou bastante”, apontou. O imobiliarista Raul Fulgêncio disse concordar com o presidente do Sinduscon. Segundo ele, a Gleba oferece hoje todas as condições para construções de alto padrão. “Ali é possível construir prédios com o conforto de uma casa. E é isso que as pessoas estão buscando”, afirmou.
A maior concentração de construções se localiza hoje na área compreendida entre as avenidas João Wylclif, Madre Leônia Milito, PR-445, ruas João Huss e Bento Munhoz da Rocha (marginal do Lago Igapó). Em 12 anos, nessa área, já foram entregues 33 prédios e outros 23 estão em construção. Até o final do ano, as construtoras devem lançar outros 16 empreendimentos. (T.E.)
Principais Vias
- Av. Aniceto Espiga
- Av. Ayrton Senna da Silva
- Av. Madre Leônia Milito
- Av. Presidente Castelo Branco
- R. Bento Munhoz da Rocha Neto
- R. Constantino Pialarissi
- R. Ernani Lacerda de Athayde
- R. Martinho Lutero
- R. Prefeito Faria L
Subdivisões
- Central Park Residence
- Chácaras Gomes
- Colina Verde
- Colina Verde Leste
- Conjunto Residencial Água Verde
- Jardim Alto da Colina
- Jardim do Lago
- Jardim Tamandaré
- Jardim Universitário
- Parque Residencial do Lago
- Parque Residencial Ilha Bela
- Parque Residencial Madri
- Recanto Pitanguá
- Residencial Satler
- Terras de Santana II
- Village I
- Village I
Quilombola brasileira revela emoção de primeira visita à África
Um grupo de quilombolas – descendentes dos escravos que fugiram de seus donos no Brasil e fundaram refúgios, os quilombos – está pela primeira vez na África para conhecer a terra de seus ancestrais.
Deu um sentimento de pertencimento, que realmente somos da mesma família e que fomos levados daqui. Maria José Palhano, quilombola
Aprovado projeto que homenageia o Dr. Etienne Palhano
Por unanimidade os vereadores da Capital aprovaram em Plenário o projeto de Lei Legislativo nº nº 6.812/10, o qual foi assinado pelos vereadores Dr. Jamal Salem (PR), Dr. Loester Nunes (PDT) e Paulo Siufi (PMDB), para denominar de “Doutor Etienne de Albuquerque Palhano”, o Centro de Referência do Homem.
Médico renomado em Mato Grosso do Sul, Etienne Palhano foi lembrado pelos parlamentares pelo excelente trabalho profissional e humanitário que realizou no Estado, desde antes da divisão do Estado com Mato Grosso.
De acordo com Jamal, Etienne foi incentivador da fundação do IML (Instituto Médico Legal) e foi o médico responsável pelo convênio entre IML e a Universidade Federal do MS em 1982, tornando possível o estudo prático da medicina legal dos acadêmicos da UFMS.
O homenageado também foi pioneiro na implantação da hemodiálise no estado em 1974, por necessidade de uma paciente que se negava a fazer o procedimento em São Paulo.
“Doutor Etienne não abria mão de seus valores e buscava a perfeição em tudo que fazia. Era sensato, justo e tinha uma visão que sempre se adiantou ao seu tempo. Homem religioso, de um coração generoso, atendeu inúmeras pessoas sem cobrar por seu trabalho e estava sempre se dedicando à atividades sociais. Etienne deixa um exemplo de dedicação ao trabalho, de homem honrado, sério e bondoso e um legado de luta em razão das pessoas do antigo sul de Mato Grosso e posterior Mato Grosso do Sul”, disse Jamal.
O presidente da Casa de Leis, vereador Paulo Siufi destacou em Plenário sua admiração pelo homenageado, o qual realizou o parto de sua mãe, trazendo o parlamentar à vida. “O Professor Etienne dedicou sua vida a influenciar e participar do processo de construção de uma sociedade justa e igualitária. Sem dúvida foi um referencial médico, social e familiar para sua época, e merece esta homenagem pelos seus feitos, estendendo-a a sua família e descentes.”
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Adolescente morre de overdose em motel de Londrina
A jovem teria sido deixada na porta do Hospital Zona Norte já sem vida. Os dois ocupantes do carro, Wendel Palhano, de 19 anos, e Cléverson Oliveira da Silva, de 24 anos, foram presos em seguida, no Conjunto Vivi Xavier. O porteiro da instituição teria anotado a placa do Logus vermelho, assim que eles deixaram a vítima.
Em depoimento à Polícia Civil, os rapazes disseram que a vítima tinha 13 anos e teria feito um aborto dias antes.
A adolescente estava com outras cinco pessoas em um motel, consumindo bebidas alcóolicas e drogas. Após a jovem passar mal, os rapazes a teriam deixado no hospital, pensando que ainda estava viva.
A Polícia Civil informou que os jovens não possuiam antecedentes criminais. Eles ainda procuram por um outro participante identificado como Giovani.
A jovem foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) de Londrina para identificação.
Origem do Fusion
Denúncias feitas ao 190 de que um Fusion encontrava-se parado desde as 7 horas da manhã no pátio de um posto de combustíveis, de maneira suspeita, motivou o deslocamento da equipe ao local. “Nós pensávamos que esse carro poderia ter sido usado num assalto à praça de pedágio ocorrido no começo do feriado. Mas isso não se confirmou. Quando realizávamos buscas encontramos as pedras de crack”, contam.
