Construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, fracasso bilionário que matou 6 mil trabalhadores, entre eles Joaquim Palhano.
A má fama de um trecho sinuoso do rio Madeira, na fronteira entre Brasil e Bolívia, correu o mundo no século 19, depois de fracassarem algumas tentativas de se construir uma estrada de ferro junto ao rio, no meio da Amazônia. Mesmo assim, o controverso e megalomaníaco empresário americano Percival Farquhar decidiu bancar o desafio.
Em agosto de 1907, a Madeira-Mamoré Railway Company foi fundada para tocar as obras de uma via que serviria para escoar para o Atlântico a borracha e outros produtos cultivados na região.
Em agosto de 1907, a Madeira-Mamoré Railway Company foi fundada para tocar as obras de uma via que serviria para escoar para o Atlântico a borracha e outros produtos cultivados na região.
Cinco anos, milhares de mortes e um rio de dinheiro depois (o equivalente a 28 toneladas de ouro ou cerca de 1,2 bilhão de reais em valores atuais – tudo bancado pelo governo), a ferrovia foi inaugurada.
Mas, em 1912, nossa borracha começava a perder espaço no comércio mundial para a produzida no Sudeste Asiático, o que fez com que a estrada desse prejuízo. Desativada em 1972, ela virou sucata, vendida a uma siderúrgica.
Hoje, os poucos trilhos que sobraram, tombados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), estão ameaçados de ficar debaixo d’água pela possível construção de um complexo hidrelétrico em Rondônia.
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